Seria o Gphone a arma letal a derrotar o buscador que é “evil” no Grande Império de Mao?

Rômulo de Araújo Mendes
4 min de leitura

Baidu - logoGPhone A INFO Online repercutiu ontem entrevista concedida por Kai-fu Lee, presidente da Google China.

Segundo a reportagem, na China, o Google encontrou um laboratório para testar o que julga ser o futuro da web: mobilidade.

Segundo ele, o grande desafio da Google na China é como atingir os novos internautas, que navegarão por celulares antes de possuirem computadores.

Isto está fazendo a empresa projetar produtos específicos para o mercado local e pode levar também à aquisição de muitas empresas naquele país.

A situação da China é realmente especial. Afinal, é um país em franco crescimento, com uma população de 1,3 bilhão de habitantes. Ninguém pode se esquecer dela, sob pena de não conseguir se recuperar depois.

O grande problema da Google naquele país é que ela enfrenta uma luta desigual com o site local Baidu.

A Google tem hoje 22,5% do mercado, enquanto a Baidu, 61,5%. Entretanto, não é este o problema principal. Como a Baidu se verga totalmente à censura oficial chinesa e a Google é o mais resistente dos buscadores a esta prática, a gigante americana sofre com lentidões e outras dificuldades (leia mais 1 e 2), que acabam por irritar o consumidor e o direcionam naturalmente para o buscador local, que não sofre as restrições, por se submeter integralmente às regras do governo da China.

Mas um novo e caro componente está entrando neste jogo: o dos dispositivos móveis. Com efeito, todos os buscadores foram feitos para a era das buscas por computadores. Entretanto, a era das buscas por computadores não acabará, mas está surgindo uma nova e que promete se tornar muito maior e mais rentável: a dos smartphones.

Vale dizer que este jogo, que aparentemente já está a pleno vapor, com aplicativos para dispositivos móveis sendo lançados todos os meses pela Google e também, em menor escala, por Microsoft, Yahoo! e pelas redes sociais, ainda nem começou. Este jogo somente vai começar no próximo ano e somente vai esquentar mesmo, em uma verdadeira batalha campal, entre 2009 e 2011, quando a maioria dos países em desenvolvimento estiverem com suas redes 3G a pleno vapor.

É nesse jogo que o gPhone assume o papel de principal artilheiro.

Não duvidem. A partir do segundo ou terceiro trimestres de 2008, a Google inundará países como China, Taiwan, Brasil, Índia, Tailândia, Vietnam, Rússia, África do Sul, Angola, Moçambique, México, Costa Rica, Argentina e outros do terceiro mundo ou em desenvolvimento, além o primeiro mundo, é claro.

Isto mudará todo o jogo, porque a Baidu não está devidamente preparada para enfrentar o gPhone, mesmo que ele venha a ser apenas um sistema operacional, o que eu não acredito e tenho dito aqui, baseado em muitas fontes confiáveis e muito menos se for, como acredito, um smartphone. Além do mais, a Baidu, uma empresa, que vale apenas USD$ 12 bilhões, não teria suporte financeiro para lançar o seu próprio smartphone, um Baidu Phone apto a vencer o gPhone.

Com efeito, milhões e milhões de jovens chineses, que ainda não possuem computadores e ainda não usaram os serviços da Baidu entrarão na Web, pela primeira vez, usando os serviços da Google e tenderão a se tornar clientes, porque os serviços serão nativos do gPhone.

Diante disso, arrisco dizer que, se hoje a Baidu tem 61,5% do mercado chinês e a Google 22,5%, até o final de 2009 ou final do primeiro semestre de 2010, a Google terá 50% ou mais deste importante mercado.

Fontes: INFO Online, Folha Online e TMC Net

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