Leilão 3G Brasil: balanço

Rômulo de Araújo Mendes
3 min de leitura

Terminou nesta quinta-feira o leilão de licenças para telefonia móvel de terceira geração no Brasil (3G Brasil). No final, as grandes operadoras garantiram sua participação em todo o território nacional. Assim, Vivo, TIM e Claro operarão em todo o território nacional, Brasil Telecom operará em sua área de atuação Centro-Sul e Oi na área Norte-Leste. A CTBC ficará com o residual, em sua área de atuação, no triângulo mineiro, sul de Goiás e parte do interior de São Paulo. Quanto à BrT e à Oi, já se fala que serão unidas em breve.

Os vencedores terão 2 anos para implantar toda a sua rede. Entretanto, já se fala no mercado, que nas cidades mais populosas, as redes 3G estarão em funcionamento em junho de 2008, o que reduzirá em muito o custo dos serviços de Internet.

O Ministério das Comunicações e a Anatel, animada com os preços do leilão, já fala em fazer em fazer outro leilão 3G, esse da chamada Banda H, ainda no primeiro semestre de 2008, no qual outros concorrentes poderão entrar. A Nextel, inclusive já declarou aos Jornais Valor Econômico e O Estado de São Paulo que participará do leilão da Banda H.

A grande surpresa (e também a grande decepção) do leilão foi justamente a Nextel, que, no primeiro dia, ofereceu lances bastante expressivos, o que elevou bastante os preços, mas, no final, não ficou com nenhuma concessão.

O mercado chegou a suspeitar (e isto foi publicado na grade imprensa) que havia um sócio oculto a estes lances visto que, juridicamente, como bem lembra o nosso leitor Douglas Gouveia, a Nextel Brasil (e também Nextel de vários países da América Latina) pertence à NII Holdings e não à Sprint/Nextel (e isto foi também publicado pelo Estadão) e poderia não ter suporte financeiro para fazer a operação.

Eu gostaria de dizer aos leitores que eu acredito em todas estas informações, inclusive que a Nextel Brasil não pertence de fato à Sprint/Nextel, mas certamente uma empresa é dona da marca e a outra está usando ilegalmente a marca da outra, aparentemente, sem nenhuma oposição. Vocês, já ouviram falar que uma processou a outra?

Mesmo assim eu acredito piamente que a Nextel (do Brasil e também de vários países da América Latina) nenhum vínculo de fato tem com a Sprint/Nextel.

Mas não tem problema. Afinal, eu acredito também em Papai Noel, Saci Pererê e em Mula-sem-Cabeça.

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