O lançamento do MacBook Air poderia obrigar a Google a, finalmente, disponibilizar o GDrive?

Rômulo de Araújo Mendes
4 min de leitura

MacBook Air
Imagem relacionada a O lançamento do MacBook Air poderia obrigar a Google a, finalmente, disponibilizar o GDrive?Acabo de ler no blog Tecnocracia um ótimo post assinado pelo Manoel Netto, sob o título MacBook Air. Apple dá o primeiro passo para a extinção da mídia física. Neste artigo, em uma ótima análise, demonstra que Steve Jobs novamente se adiantou ao seu tempo, ao lançar o hardware que ditará os caminhos da indústria de micros nos próximos anos. E este caminho, conforme bem demonstra Manoel Netto, é wirelles e com manutenção de cópias de segurança na Web. Daí a desnecessidade de gravadoras de CDs e DVDs.

Podem acreditar: este caminho não tem volta.

Discordo apenas quando ele diz que a briga entre os padrões BlueRay e HD-DVD foi superado pelo armazenamento na Web. A mim me parece que a briga entre os dois padrões hoje não é mais tanto quanto à forma de armazenamento, mas sim quanto à qualidade de imagem. No início, quando lançados, sim, era quanto ao armazenamento. Hoje, esta guerra evoluiu para onde deveria mesmo evoluir: um novo padrão de imagens de alta definição. Para chegarmos a esta conclusão, basta colocarmos quatro televisores, todos full HD ligados no mesmo filme. O primeiro, em DVD comum; o segundo em TV Digital full HD; o terceiro, em BlueRay e o quarto, em HD-DVD. Logo veremos que as duas últimas mídias são muito superiores que a TV Digital de alta definição.

Você deve estar se perguntando: o que a Google tem a ver com isso? Tudo.

Na medida em que esta tendência de se construirem micros sem gravadoras de mídia se tornar padrão (e quase tudo que a Apple lança vira padrão), as demandas por storage na web vão se elevar. É neste contexto que entraria o sempre comentado e nunca lançado GDrive.

Atualmente, poucas empresas de Internet fornecem serviços de armazenamento para clientes domésticos, entre elas a Amazon, com o seu Amazon 3 (pago), a Microsoft, com o Live SkyDrive (1 Gb gratuitos, mas disponíveis apenas na América do Norte) e AOL, com o seu XDrive (5 Gb gratuitos).

Eu não tenho dúvidas de que a Google já possui tecnologia e infraestrutura para lançar o GDrive. O sistema, provavelmente, já está pronto e testado. Se não o disponibilizou, talvez seja porque este tipo de serviço seja de difícil remuneração, por se tratar, por sua própria natureza, de um arquivo morto, no qual o usuário gastaria muito espaço e acessaria poucas vezes, logo, buscando poucos anúncios. Ademais, a cobrança por espaço na Internet poderia gerar em seus clientes um efeito negativo à imagem da empresa.

Entretanto, os custos de armazenamento estão caindo a cada dia. Em se gerando a demanda, em função do surgimento de um padrão de hardware sem gravadores de mídia, acredito que o lançamento do GDrive seria inevitável.

É esperar para ver.

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