John Dvorak e os motivos para a Microsoft não comprar a Yahoo!

Rômulo de Araújo Mendes
3 min de leitura

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O grande jornalista norte-americano John Dvorak escreveu na Revista PC Magazine deste mês um artigo, no qual relaciona diversos motivos para a Microsoft não comprar a Yahoo! é muito interessante e decidi reproduzir um breve resumo das idéias, como contribuição ao debate:

  1. seria muito caro, porque custaria USD$ 5, por ação;
  2. as participações de mercado das duas empresas em buscas chegam perto da participação da Google, mas, se combinadas, poderão representar um número menor que o anterior;
  3. os serviços de e-mail da Microsoft e da Yahoo! são de qualidade inferior ao GMail e, se combinados, deverão gerar confusão no mercado;
  4. em serviços de vídeo on-line, tanto a Microsoft, quanto a Yahoo! não representam nada e, portanto, não são competidores nem para o Google Vídeo, quanto mais para o YouTube;
  5. em mensagens instantâneas, o Yahoo! e a Microsoft dominam o mercado e o verdadeiro competidor é o Skype (que, dizem, estaria para ser comprada pela Google por um preço muito bom) e não o Google Talk, o que resultaria na Google se tornando a lider, mesmo com a união entre MS e Yahoo!;
  6. as plataformas de ambas as empresas não são complementares, ou seja, possuem calendários, aplicativos online, sistemas de mapas e outros produtos híbridos, em ambas as empresas, que não se conversam e que seria de difícil integração;
  7. a Microsoft vem sempre ganhando mais dinheiro em sua fonte tradicional, qual seja, programas de computadores pessoais;
  8. sua preocupação com a Google levou a Microsoft a fazer investimentos questionáveis, como, por exemplo, o do Facebook;
  9. a Yahoo! é o verdadeiro competidor da Google e deveria encontrar o seu próprio caminho para o sucesso, porque é competitiva neste campo;
  10. a Microsoft montou o MSN e gastou muito dinheiro para competir com a AOL, sem muito sucesso;
  11. os acionistas da Yahoo! possuem dois caminhos a seguir: encher os bolsos de dinheiro e correrem o risco de ver a empresa ser destruída, ou resistirem à venda e continuarem competindo como a empresa importante que é para a Internet.

Este é um relato muito resumido e nem de longe reflete a total qualidade do texto publicado. Para melhor informações dos leitores, sugiro a leitura da Revista PC Magazine, edição de fevereiro de 2008, que se encontra nas bancas.

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