“Vender” o Brasil via Google Earth. Uma idéia para o Governo. Maluquice? De forma alguma!

Rômulo de Araújo Mendes
7 min de leitura

Google Earth logoA economia mundial vive um tempo de globalização das relações econômicas. Nestes novos tempos, é preciso que os países criem mecanismos para que seus agentes econômicos possam competir em pé de igualdade com os agentes econômicos de outros países. Para tanto, é preciso vendermos o Brasil. E quando falamos em vender, o fazemos no sentido da fazer publicidade e dar mecanismos facilitação de vendas, como fazem os países mais desenvolvidos.

Para tanto, hoje há uma plataforma de massa extremamente barata e eficiente, que poderia ser usada pelo Governo federal, em parceria com os Estaduais e Municipais e com a iniciativa privada, para mostrar o Brasil para o mundo e, com isso, atrair turistas e vender produtos e serviços.

A Google tem aplicativos e API’s para tudo, mas eles estão espalhadas e isto torna difícil a ordenação das informações necessárias à venda do Brasil. Portanto, sugerimos que os Ministérios do Turismo e da Industria e do Comércio construam uma plataforma destinada a sistematizar e integrar os dados e permitir que toda a Administração possa, com facilidade, colocar, em um único lugar, os dados de todo o Brasil na Internet. Feita esta plataforma, poderiam fazer convênios com Prefeituras e Estados (inclusive com financiamentos para cobrir custos, se necessário), para que todas as informações sejam colocadas em pouco tempo. Em uma terceira etapa, poderiam contratar os departamentos de tecnologia da informação e de arquitetura e urbanismo das universidades federais para construírem todas as cidades e acidentes geográficos brasileiros em formato 3D no Google Earth.

Vejam apenas algumas sugestões de funcionalidades:

  1. georeferenciamento de fotos (Panoramio) e filmes (YouTube) profissionais de pontos turísticos e eventos culturais e esportivos (todas as cidades brasileira seriam convidadas a promover todos os seus pontos turísticos e eventos);
  2. todas as fotos e filmes promocionais deverão ter legendas em português, inglês, espanhol, francês, japonês, italiano e mandarim;
  3. todos os governos deverão ser incentivados a criar artigos para todas as cidades e para todos os pontos turísticos e eventos históricos, tanto em português, quanto nos idiomas acima relacionados, georeferenciados aos locais nas cidades e ligados às fotografias Panoramio e aos filmes YouTube;
  4. centro de importação de dados de órgãos governamentais como IBGE, IPEA, EMBRATUR, Previdência Social, Ministério da Saúde, BACEN, Ministério da Indústria e Comércio, Ministério da Cultura etc, além de espaço para órgãos estaduais, distritais e municipais e geração de mapas interativos 3D com estes dados;
  5. centro de importação de dados de transportes públicos (ônibus urbanos, intermunicipais, interestaduais e intermunicipais, metrôs e trens metropolitanos, destinados a alimentar automaticamente o Google Transit;
  6. centro de importação de dados sobre serviços de taxi, hotéis, aluguéis de automóveis, operadoras de turismo, restaurantes, centros de lazer e compras e afins (com possibilidade de exposição de fotos, filmes, mostruários eletrônicos, menus etc, além de integração com o serviço Google Checkout, que ainda não serve ao Brasil, mas que, com uma conversa do Governo com a Google, certamente passaria a atender);
  7. a iniciativa privada, a começar das operadoras de turismo, passando pelos hotéis, restaurantes e demais serviços ao turista de todas as cidades deveriam ser incentivados a colocar dados, fotografias, preços de serviços, filmes e, se desejarem, até propagandas, nesta plataforma, para atraírem viajantes de todo o mundo;
  8. os demais segmentos da iniciativa privada poderiam ter ao seu dispor um centro de importação de dados para o Google Base e para o Google Product Search, onde eles poderiam informar ao mundo seus produtos à venda, a um custo baixo, mediante o simples preenchimento de uma planilha de produtos e preços e sua disponibilização nos bancos de dados destes dois serviços;
  9. o agronegócio, a indústria, os serviços e as ONGs deveriam ser incentivados a colocar nesta plataforma fotografias, filmes, artigos Wikipedia e links para as cotações em bolsa de valores (Google Finance) de suas atividades, para mostrar a todos a força de nossa economia. Seria muito bom, por exemplo, ver, a partir destas informações, jovens brasileiros sendo contratados para construir programas de computador para empresas do mundo industrializado, mas trabalhando via Internet, o que é um sonho plenamente possível;
  10. o Ministério de Cultura poderia filmar e fotografar todas as manifestações culturais do Brasil, com geoposicionamento e artigos adicionais na Wikipedia, de forma a incentivar o turismo; e
  11. artistas de todos os ramos, poderiam ser incentivados a colocar clips na Internet, com livre cópia, sem a cobrança de direitos autorais, georeferenciando-os e disponibilizando agendas eletrônicas de apresentações e links para a venda de cds e músicas em lojas de vendas de música virtual.

Estas seriam apenas algumas idéias. Muitas poderiam ser dadas por vocês leitores ou no próprio processo de desenvolvimento do sistema.

Sei que este parece ser um trabalho muito grande, mas não é realmente. A tarefa complexa seria apenas a de conceber a plataforma única de integração, porque exigiria buscar idéias aptas a captar a maior quantidade de informações públicas sobre o Brasil, de forma a realmente permitir a comercialização do produto chamado Brasil. Passada esta fase de concepção, tudo seria mais fácil. A própria construção da plataforma seria muito fácil porque usaria muitos códigos liberados pela Google para uso livre, o que reduziria tempo e custos. Ademais, em se fazendo uma plataforma de fácil uso, a alimentação dos dados seria feita pelos próprios órgãos do Governo Federal, pelos 26 Estados, pelo Distrito Federal, por cada um dos cerca de 5.500 municípios e das milhares de empresas e ONGs, em um prazo, que seria muito pequeno e a um custo muito pequeno, diante da magnitude do projeto.

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