A Google poderá sobreviver sem uma grande rede social?

Rômulo de Araújo Mendes
4 min de leitura

Imagem relacionada a A Google poderá sobreviver sem uma grande rede social?Durante muito tempo eu não entendi qual era a estratégia da Google para as redes sociais. Ela sempre foi muito centrada no Orkut, que não tem penetração nos EUA e, paralelamente, no fornecimento de publicidade para o MySpace.

Enquanto não havia grande competição ou, pelo menos, competição a atingir o quintal da Gigante das Buscas, tudo ia bem. Parecia até que havia um certo desprezo pelas redes sociais lá pelos lados de Mountain View.

Acho que já é reflexo de uma empresa em fase de amadurecimento. Digo isso porque eu sou um homem maduro e custei a me atentar para a importância das redes sociais, apesar de ter perfis em várias delas.

Acontece que surgiu um fenômeno chamado Facebook. Ele cresceu e agora assusta o pessoal da Google. Até porque esta rede social começa a atacar em áreas de predomínio ou forte competição da Google, como o e-mail e as buscas locais. E sabem a razão? Eu acho que é porque agora o Facebook não atrai apenas adolescentes, que consomem muito pouco. Em verdade, as pessoas na faixa etária dos 30 aos 50 anos estão invadindo o Facebook e com grande poder de compra.

E é importante admitir que o Facebook é muito legal!

Daí surgiu a idéia, que chegou a ser chamada de Google Me, nome este depois desmentido.

Aqui fora muito se especula sobre o que será esta “camada social para os produdos Google”. Tomando como base as compras recentes de empresas, parece que a estratégia da Gigante das Buscas seria entrar com jogos dentro do Facebook, para tomar-lhe tráfego e pegada social. Afinal, o Eric Schmidt chegou a falar  O mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”.  Eu mesmo cheguei a pensar que a estratégia se limitaria a isto.

Mas esta camada ainda não veio. Na última sexta-feira, o Patric Pichette afirmou em entrevista que as redes sociais são parte da estratégia da Google.

Hoje, depois de muita reflexão, estou convencido de que não bastará a Google fazer uma “camada social para os seus produtos” ou criar jogos, para roubar tráfego e pegada social do Facebook. Em verdade, se desejar realmente competir pelas informações sociais, terá que criar uma verdadeira rede social, de preferência com características algo semelhantes ao Facebook, e buscar, aos poucos obter a adesão dos usuários.

Um dos possíveis começos, de forma a evitar o problema da formação da rede, seria a compra do Twitter. Dizem até que recentemente a Google chegou a oferecer USD$ 4 bilhões pela rede social. Acredito que valeria à pena elevar a oferta, para arrematar logo o produto e, assim, ter a rede iniciada com as relações já feitas no Twitter, além de manter em Mountain View as buscas instantâneas.

No entanto, a compra do Twitter apenas poderia apressar o trabalho de formação da rede, além, é claro, de dar à Google outra forma de pegada social. Não elimina, no entanto, todo o trabalho braçal de criar uma rede social no formato do Facebook, o que lhe permitiria efetivamente competir neste campo.

Sem dúvidas, este negócio de redes sociais, por exigirem a adesão de pessoas em escala geométrica, é imprevisível quanto à possibilidade de sucesso. No entanto, a Gigante das Buscas terá que tentar um dia, ou correrá o risco de perder para o Facebook o terreno conquistado no campo da publicidade na Internet.

✨ Curtiu este conteúdo?

O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌

Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!

Clique aqui e faça parte da nossa rede de apoiadores.

14 Comentários