Steve Jobs planejava destruir o Android a qualquer custo

Renê Fraga
3 min de leitura

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A biografia autorizada de Steve Jobs, que chega hoje as lojas brasileiras, traz uma série de revelações de sua vida pessoal e profissional, incluindo suas visões críticas sobre o Google e a plataforma Android. Veja alguns trechos abaixo:

Ao comentar sobre a possibilidade de levar o iTunes para o Android, assim como a Apple fez para os usuários do Windows, o próprio Jobs descartava qualquer ideia que pudesse deixar os usuários contentes:

“Nós pensamos se deveríamos fazer um cliente de música para o Android. Nós colocamos iTunes no Windows para vender mais iPods. Mas eu não vejo uma vantagem de colocar a nosso próprio app de música no Android, exceto para fazer os usuários do Android felizes. E eu não quero fazer os usuários do Android felizes”.

Ele também destacava o Google como parte do eixo do mal:

“A IBM foi essencialmente a Microsoft em seu pior estado. Eles não eram uma força de inovação, eles eram uma força para o mal. Eles eram como ATT ou Microsoft ou Google são”.

Em um encontro com Eric Schmidt, Jobs declarou que não aceitaria qualquer dinheiro do mundo e que o Google deveria parar de usar suas ideias no Android. Quem lembra, é o próprio Schmidt em uma entrevista para o livro:

“Passamos metade do tempo falando sobre assuntos pessoais, e metade do tempo em sua percepção de que o Google havia roubado os projetos de interface de usuário da Apple”, lembra Schmidt. “Eu não estou interessado em resolver. Eu não quero seu dinheiro. Se você me oferecer US$5 bilhões, eu não vou querer isso. Eu tenho muito dinheiro. Eu quero que você pare de usar nossas idéias no Android, isso é tudo que eu quero”.

O executivo da Apple também havia anunciado uma guerra termonuclear contra o Google:

“Eu vou gastar até meu último suspiro se eu precisar, e eu vou gastar cada centavo dos US$40 bilhões que a Apple tem no banco, para corrigir este erro”, disse Jobs. “Eu vou destruir Android, porque é um produto roubado. Estou disposto a fazer uma guerra termonuclear sobre isso”. Jobs usou um palavrão para descrever o Android e o Google Docs, o programa de processamento de texto.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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