Um recente post do Mashable, recebido sem grande destaque pela mídia, revela uma história muito interessante: a tribo Surui, um grupo indígena brasileiro, tem utilizado a tecnologia para monitorar o desmatamento e os níveis de carbono na floresta Amazônica.
Equipados com celulares Android, fornecidos pelo Google, a tribo tem fechado contratos internacionais para gerar créditos de carbono pelo desmatamento que evitarem em seu território. Para o cacique Almir Narayamoga Suruí, o negócio poderá gerar de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões por ano até 2038.
O dinheiro, que vem de empresas interessadas em compensar o gás do efeito estufa e emissões feitas durante a produção de eletricidade e transporte, serão aplicados em um “fundo soberano” para alavancar atividades econômicas sustentáveis, como o turismo e a produção agrícola em terras desmatadas.
“Não se trata apenas de redução absoluta dos gases de efeito estufa, há todo um benefício social neste projeto” disse Rebecca Moore, do Google Earth Outreach. “Se existem diferentes compensações de carbono que você pode comprar, a tribo quer que você aprenda sobre sua cultura, antes de escolher a sua compra.”
Em 2008, o Google foi convidado a levar sua equipe para conhecer a tribo Suruí. Em meio a uma região que foi devastada pela exploração madeireira ilegal, a tribo queria uma orientação sobre como eles poderiam preservar a sua cultura com o uso de ferramentas digitais, como o Picasa, YouTube e Blogger.
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