O Googler que olhou para o pior da Internet

Renê Fraga
2 min de leitura

Imagem relacionada a O Googler que olhou para o pior da InternetEm entrevista ao site Buzzfeed, um funcionário do Google – que não foi identificado pela publicação – revelou detalhes do trabalho menos prazeiroso que é feito às escuras na gigante de Mountain View.

Seu papel no Google consistia principalmente em ver coisas sensíveis como bestialidade, necrofilia, mutilações corporais (sangue, choque, decapitações, suicídios), fetiches explícitos (como pornografia) e pornografia infantil que eventualmente são carregados para os produtos da empresa.

“Pornografia infantil é o maior problema para as empresas de internet. Por lei, você tem que tirar do ar em 24 horas após uma notificação e relatá-la às autoridades federais. Ninguém queria fazer isso dentro do Google”, disse ao site.

“Lidei com todos os produtos que o Google possuía. Se alguém enviava um material como pornografia infantil, eu teria que olhar para ela. Algo como 15.000 imagens por dia, em produtos como Google Images, Picasa, Orkut, busca do Google, etc”, diz.

Ele descreve que a experiência de trabalhar no buscador o deixou com grandes “cicatrizes” em sua vida, afetando principalmente seu psicológico. Um dia, ao conversar com alguém da agência federal, o Googler mostrou reações de quem não estava muito bem.

“Ela me mostrou fotos de atividades aparentemente inócuas e pediu-me para falar a minha primeira reação. Eu respondi, ‘Isso está tudo fodido!’. Era apenas a foto de um pai e um filho”, contou.

No entanto, por ser um funcionário temporário, ele se viu obrigado a procurar novos trabalhos já que o Google não tem o costume de renovar contratos cujo os profissionais não são contratados para tempo integral.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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