Da série o que fazer com USD$ 48 bilhões: Linkedin

Rômulo de Araújo Mendes
3 min de leitura

LinkedIn-Logo-bigVocê deve estar pensando: ele está indicando mais uma rede social, para competir diretamente com o Google+.

Errado!

O Linkedin é, sem a menor sombra de dúvidas, uma rede social, mas sua eventual aquisição pela Google não seria um investimento no mercado de redes sociais, mas sim no de propaganda relacionada ao mercado de trabalho. Afinal, o Linkedin é a maior rede social de trabalho e negócios do planeta e está crescendo muito e gerando receitas e lucros crescentes, ao contrário de parte grande de seus competidores no mercado de relações de trabalho, como a Monster, por exemplo.

Vale lembrar que o mercado de trabalho americano está reaquecendo lentamente, depois da grande quebra provocada pela crise de 2008. Caso a crise política italiana, não arraste o país para fora da Zona do Euro e, via de consequência, Portugal, Espanha, França e a própria Itália para uma depressão econômica sem parâmetro nos últimos 200 anos, os países da América do Norte farão um acordo de livre comércio com a Europa, o que levará a uma revolução nas economias de todos estes países.

Isto tenderá a ativar positivamente o mercado de busca por empregos melhores nos países ricos, o que beneficiará diretamente o Linkedin. Outra consequência deste acordo, seria, infelizmente, o envio dos países do Mercosul para a periferia da economia mundial, com resultados desastrosos para a economia do Brasil, que teria oportunidades de comércio reduzidas com a China e, entre os parceiros da América do Sul, já encontraria países falidos, como a Argentina, irrelevantes, como a Venezuela e a Bolívia, ou que estão em fase de crescimento, mas possuem acordos de livre comércio com os EEUU e não serão afetados com o Acordo Transatlântico. Isto, se ocorrer, trará desemprego ao Brasil, mas beneficiará o Linkedin, porque elevará a busca por oportunidades de trabalho aqui.

Empresa: Linkedin

Valor de mercado: mais de USD$ 18 bilhões

Vantagens:

  • empresa que mais cresce no setor de busca por oportunidades de trabalho;
  • tem natureza semelhante às empresas Google;
  • tem sinergia com outros produtos da Google

Desvantagens:

  • é uma rede social e, por isso, pode ser vista como concorrente do Google+;
  • está com valor de mercado muito elevado para a sua geração de caixa.

Não sei se a Google, finalmente vai entrar no mercado de busca de empregos. No entanto, se o fizer, me parece que o Linkedin é a melhor opção.

 

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