Quanto mais opções, melhor para consumidor. É verdade que oferecer escolhas é sempre algo ótimo para quem está querendo encontrar o dispositivo certo, pelo preço mais justo.
As vezes, porém, uma quantidade exagerada de modelos podem levar o cliente a confusões – principalmente quando isso está relacionado a aparelhos eletrônicos em que poucos podem entendem as features de cada lançamento.

Foi pensando exatamente nisso que o Google, ao adquirir a Motorola em 2013, resolveu enxugar as linhas existentes e estabelecer novos produtos com melhores baterias, dispositivos resistentes e atualizações mais rápidas.
Patrick Pichette, Vice-Presidente Sênior e Diretor Financeiro do Google na época, afirmou que a Motorola era um verdadeiro “gasoduto” e produzia coisas sem qualquer padrão.
“O caso com a Motorola é que herdamos um gasoduto. Motorola tem um grande conjunto de produtos e eles não são realmente ‘wow’ pelos padrões do Google. Nós temos que drenar isso”, afirmou o executivo.

A Motorola, então, foi desafiada a “fazer com os telefones o que o Google fez com a pesquisa” – ou seja, simplificar ao máximo o catálogo de dispositivos.
A partir daí três linhas de produto foram criadas: o Moto E (aparelho de entrada), Moto G (aparelho com ótimo custo-benefício) e o Moto X (topo de linha).
Apesar das vendas do Moto X terem enfrentado alguns desafios (incluindo o fechamento de fábricas da Motorola), ele foi um sucesso de critica e o aparelho preferido dos early adopters por suas tecnologias pioneiras.

Já o Moto G foi nada menos que o mais bem sucedido e mais vendido smartphone na história da Motorola, significando claramente que os usuários estavam correspondendo bem ao novo marketing da empresa.
Com a venda para a Lenovo, no entanto, a Motorola parece ter perdido o foco. A empresa vem aumentando consideravelmente sua linha de produtos e trazendo novos modelos quase todos os meses.
Apesar da empresa tentar explicar o público-foco de cada produto, a mensagem dificilmente chegará as prateleiras das lojas que, até este momento, já estão recheadas de diversos modelos diferentes.
E a Motorola não deve parar por aí. Se os rumores estiverem corretos, o Moto X ainda irá retornar em 2017 para fechar os lançamentos da fabricante.
Será a companhia está preparada para manter o ritmo (com suporte e atualizações) para tantos aparelhos?
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Existem várias marcas que não lançam nada e quando uma empresa investe em lançamentos no Brasil reclamamos.
Prefiro várias marcas com 3 linhas do que meia dúzia com 20 linhas
Comprei um Moto Z2 a pouco mais de 1 mês, de lá pra cá, tento comprar uma shell para o aparelho e não tem em lugar algum para venda, inclusive no site da Motorola está INDISPONÍVEL. Depois que a Lenovo comprou a Motorola, eles perderam o tato, colocam produtos para venda e se esquecem de alguns acessórios. =(
Tem razão Renê. O Google fez um ótimo trabalho na Motorola, fez ela deixar de ser uma marca de segunda (ou terceira) categoria e voltar a ser uma grande marca com ótimos aparelhos para concorrer cara a cara com as outras fabricantes. Mas por incrível que pareça ainda tem gente que não reconhece que essa fase que a Motorola alcançou foi por influência do Google (já conversei com gente que pensa assim). A maior prova de que o Google foi quem reorganizou a Motorola, é quando olhamos para como ela está agora nas mãos da Lenovo. Não que esteja ruim agora, mas acho que está mais desorganizada, meio sem rumo definido (prova disso é quanto às decisões de mudança de marca).