YouTubers são o paraíso e o inferno do Google

Renê Fraga
2 min de leitura

Enquanto o Google celebra a forte presença dos YouTubers entre as personalidades mais influente do Brasil e, claro, em muitos outros países do mundo, estas pessoas podem colocar a imagem do buscador em risco.

Sem qualquer controle (por parte de Mountain View ou assessoria), muitas destas personalidades digitais têm desgastado suas vozes e público sem qualquer planejamento.

A prudência, para evitar danos que possam comprometer suas carreiras, também tem sido inexistente na maioria dos casos – as crises na mídia estão se tornando frequentes nos últimos tempos.

É o caso do PewDiePie, o maior YouTuber do mundo, com mais de 57 milhões de inscritos. Durante uma live do jogo PlayerUnknown’s Battlegrounds, ele usou palavras racistas para xingar um outro jogador.

O fato, como esperado, está correndo pela mídia americana. O TechCrunch, um dos maiores blogs de tecnologia, declarou em sua publicação que “não há desculpas para o racismo”.

Em fevereiro deste ano, PewDiePie já havia perdido contratos com o YouTube Red e Disney após publicar nove vídeos que continham clipes anti-semitas e imagens nazistas.

O YouTube – que luta para mostrar ao mercado publicitário que o serviço “vai muito além dos jovens” – precisa urgentemente encontrar uma forma de tornar sua plataforma mais segura.

Mesmo que, em alguns casos, isto signifique a remoção de canais populares.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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