Recomendações do YouTube são tóxicas, diz ex-Googler

Renê Fraga
1 min de leitura

Guillaume Chaslot, ex-funcionário do Google que trabalhou no algoritmo de recomendação do YouTube, afirmou ao site The Next Web que o recurso não visa trazer mais informações aos usuários, mas prendê-los na plataforma.

Para gerar as recomendações, o YouTube hoje utiliza a tecnologia de inteligência artificial para customizar as chamadas conforme o interesse dos usuários. No entanto, o objetivo oculto é apenas um: manter o visitante navegando no site.

“Se a inteligência artificial estiver bem sintonizada, ela poderia ajudá-lo a conseguir o que deseja. Isso seria incrível”, disse Chaslot.

“Mas o problema é que a IA não foi criada para ajudar você a conseguir o que deseja – ela foi criada para deixar você viciado no YouTube. Recomendações foram projetadas para desperdiçar seu tempo. ”

Chaslot explicou que o algoritmo trabalha com foco no tempo de exibição e presença no serviço, o que contribuiria para vender anúncios e não necessariamente servir o que o usuário quer.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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