Minerar Bitcoin consome mais energia que países emergentes

Renê Fraga
3 min de leitura

Não é apenas o valor do bitcoin que disparou – os números enormes também envolvem a quantidade de energia que a moeda digital consome.

A mineração de bitcoins – o processo no qual um bitcoin é concedido a um computador que resolve uma série complexa de algoritmos – é um processo que consome muita energia.

O bitcoin de “mineração” envolve a solução de problemas matemáticos complexos para criar novos bitcoins. Os mineiros são recompensados ​​em bitcoins.

Ou seja, quanto mais bitcoin é extraído, mais difíceis se tornam os algoritmos que devem ser resolvidos para obter um bitcoin.

No estágio atual, computadores comuns não pode mais minerar bitcoins. Em vez disso, a mineração agora requer equipamento de computador especial que pode lidar com o intenso poder de processamento necessário para obter bitcoin hoje.

E, é claro, esses computadores especiais precisam de muita eletricidade para funcionar.

A quantidade de eletricidade usada para extrair bitcoin “tem sido historicamente mais do que [eletricidade usada por] países inteiros, como a Argentina”, disse Benjamin Jones, professor de economia da Universidade do Novo México que pesquisou o impacto ambiental do bitcoin.

“Estamos falando de vários terawatts, dezenas de terawatts por ano de eletricidade sendo usados ​​apenas para bitcoin … Isso é muita eletricidade.”

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Um único bitcoin tem a mesma pegada de carbono de 680.000 transações Visa ou 51.210 horas assistindo no YouTube.

A China, hoje, é a maior mineradora de bitcoin do mundo.

Bitcoin vai ficar mais ecológico

Os criadores do ethereum, considerado o segundo tipo mais popular de criptomoeda depois do bitcoin, prometeram mudar o algoritmo da moeda para tornar sua mineração mais ecologicamente correta.

Atualmente, a mineração do ethereum funciona de forma semelhante ao bitcoin, em que os computadores mais poderosos têm uma vantagem em obter a maior quantidade de bitcoins, já que os computadores competem para concluir uma transação primeiro.

Os desenvolvedores do Ethereum estão trabalhando para mudar esse sistema para que os mineiros entrem em um pool e sejam selecionados aleatoriamente para completar a transação e receber um éter em troca.

Esse método, chamado de “prova de aposta”, garante que menos energia elétrica será usada para minerar a moeda.

De fato, a mineração do bitcoin precisa mudar ou jogaremos todos os avanços em energia verde no lixo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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