Cientistas criam “cristais do tempo” em computador quântico do Google

Renê Fraga
2 min de leitura
Sundar Pichai, CEO do Google, ao lado de um dos computadores quânticos em Santa Bárbara, nos EUA

Os pesquisadores que trabalham com o Google usaram o computador quântico da gigante da tecnologia para criar uma nova fase da matéria – os cristais do tempo.

Como ele pode circular entre dois estados para sempre sem perder energia, os cristais de tempo contornam uma das leis mais importantes da física – a segunda lei da termodinâmica, ou seja, a desordem ou entropia de um sistema isolado deve sempre aumentar.

Esses cristais de tempo permanecem estáveis ​​e resistem a qualquer decomposição ao acaso, apesar de estarem em um estado de constante mudança.

De acordo com um artigo de pesquisa publicado, os cientistas foram capazes de usar os qubits (versão de computação quântica de bits de computador tradicionais) no núcleo do processador quântico Sycamore do Google para criar cristais de tempo. A operação durou aproximadamente 100 segundos.

A existência dessa nova fase da matéria é incrivelmente excitante para os físicos. “Foi uma grande surpresa”, disse Curt von Keyserlingk, físico da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, que não esteve envolvido no estudo. 

“Se você perguntasse a alguém há 30, 20 ou talvez até 10 anos atrás, eles não esperariam isso.”

Da mesma forma que o gelo se torna um cristal no espaço ao se romper com a simetria espacial, os cristais do tempo se tornam cristais ao se romper com a simetria do tempo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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