Estudo afirma que desmonetizar YouTubers ‘problemáticos’ não é eficaz

Renê Fraga
1 min de leitura

Uma pesquisa da Cornell Tech aponta que as políticas existentes do YouTube, como desmonetizar canais, não são suficientes para desencorajar os criadores de postar conteúdo “problemático”.

A ameaça da desmonetização feita pelo YouTube pode parecer muitas vezes suficiente para desestimular a publicação de conteúdos nocivos, mas estes produtores podem procurar meios alternativos para continuar suas ações.

Eles descobriram, como reporta o Engadget, os YouTubers “problemáticos” são significativamente mais propensos a empregar fontes de “monetização alternativa”, como o Patreon.

Além disso, os pesquisadores descobriram que a desmonetização tende levar os criadores a produzirem mais conteúdo – não menos. 

E a desmonetização pode até resultar em conteúdo mais divisivo e extremo, porque agora eles estão tentando atrair “públicos comprometidos” em vez do espectador geral do YouTube.

“Por um lado, enfraquecer a ligação entre exposição e ganhos pode permitir a produção de conteúdo de maior qualidade”, escrevem eles no artigo. 

“Por outro lado, também pode encorajar os criadores a adotar uma retórica divisiva… Mesmo que os vídeos sejam desmonetizados pelo YouTube por violar sua política, pode ser que, devido a estratégias alternativas de monetização, os criadores ainda tenham incentivos financeiros substanciais para criar conteúdo falso, narrativas odiosas e divisivas”.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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