FloodHub: AI do Google detecta inundações no Brasil

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google anunciou que vem usando sua tecnologia de inteligência artificial para desenvolver um sistema capaz de detectar inundações e incêndios florestais.

A empresa diz que vai ativar a ferramenta para gerar previsões de inundações para bacias hidrográficas em outros 18 países, incluindo o Brasil.

Outros países monitorados são Colômbia, Sri Lanka, Burkina Faso, Camarões, Chade, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Gana, Guiné, Malawi, Nigéria, Serra Leoa, Angola, Sudão do Sul, Namíbia, Libéria e África do Sul. 

A empresa atualmente oferece avisos de inundação para usuários na Índia e Bangaldesh com alertas em dispositivos Android e telefones que possuem o aplicativo Google Search instalado.

O Google também está disponibilizando uma ferramenta chamada FloodHub disponível em todo o mundo. Ela usa dados de previsão do tempo, oferecendo avisos de inundação com até uma semana de antecedência.

O FloodHub mostra previsões de enchentes em um mapa e mostra quando e onde elas podem ocorrer com pinos codificados por cores e ajuda organizações e governos a mobilizar suas respostas.

Flood Data Hub (g.co/floodhub) - Training Video

“Esta expansão na cobertura geográfica é possível graças aos nossos recentes avanços em modelos de previsão de inundações baseados em IA, e estamos comprometidos em expandir para mais países”, postou Yossi Matias, vice-presidente de engenharia e líder de resposta a crises do Google.

Incêndios florestais

Em relação aos incêndios florestais, o Google tem uma tecnologia que detecta “incêndios florestais usando novos modelos de IA baseados em imagens de satélite e [mostra] sua localização em tempo real na Pesquisa e no Mapas”. 

Por enquanto, as ferramentas de rastreamento estão restritas aos EUA, México, Canadá e áreas da Austrália, e utiliza dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e dos satélites da NASA para rastreamento de incêndios florestais.

Matias também lembrou outros trabalhos que o Google e a Alphabet estão fazendo para mitigar as mudanças climáticas, como tornar os semáforos mais eficientes e reduzir a poluição dos carros parados e tornar o sistema alimentar global mais sustentável.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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