Compensação aos criadores de conteúdo: um desafio para Google e Microsoft

Renê Fraga
2 min de leitura

Google e Microsoft devem enfrentar novas batalhas com criadores de conteúdo devido aos seus chatbots com inteligência artificial.

O Google lançou recentemente o chatbot Bard, incorporando tecnologia conversacional à busca, enquanto a Microsoft anunciou um investimento multibilionário na criação do ChatGPT da OpenAI e pretende incorporá-lo à sua plataforma de busca Bing.

Ambas as empresas precisarão encontrar maneiras de lucrar com o uso de chatbots na busca e como isso afetará sua relação com os criadores de conteúdo.

Se um site perde visitantes, ele também perde sua receita publicitária, que acaba sendo redirecionado para a empresa que alimenta o mecanismo de busca, que é a mesma que extraiu informações do site.

Já os criadores de conteúdo argumentam que, apesar de criarem o conteúdo que traz pessoas à busca, a Google afeta negativamente sua receita publicitária e, agora, a IA pode comprometer ainda mais seus negócios.

A Google argumenta que melhorias na descobrabilidade da busca aumentam o tráfego na web aberta. No entanto, essa argumentação nem sempre é convincente.

Para evitar prejudicar criadores de conteúdo, é sugerido que Google e Microsoft implementem medidas de proteção para publicações de notícias e sites baseados em conteúdo.

Além disso, é provável que as empresas enfrentem escrutínio governamental devido à preocupação com a segurança da inteligência artificial, como desinformação e viés.

Embora seja possível que a inteligência artificial mantenha o tráfego de busca em direção aos sites, já que pode encorajar os usuários a procurarem mais contexto.

No entanto, por outro lado, os leitores querem narrativas, perspectivas e credibilidade, e não apenas snippets de informação.

Google e Microsoft precisarão equilibrar o uso de chatbots com inteligência artificial, garantindo que os criadores de conteúdo sejam compensados adequadamente.

A inclusão dos chatbots Bard e ChatGPT em seus respectivos motores de busca, irá provavelmente levantar questões sobre a utilização do trabalho dos outros sem uma compensação justa.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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