Chatbot teria levado homem belga a cometer suicídio

Renê Fraga
2 min de leitura

De acordo com o Business Today, um homem belga chamado Pierre cometeu suicídio após passar seis semanas conversando com um chatbot alimentado por inteligência artificial (IA).

A esposa de Pierre, identificada como Claire, disse que o marido ficou cada vez mais pessimista sobre os efeitos do aquecimento global, o que algumas pessoas chamam de “eco-ansiedade”.

Pierre conversou com o chatbot “Eliza”, que faz parte da plataforma Chai. Ao contrário do ChatGPT, a plataforma Chai tem muitos avatares pré-feitos, e os usuários podem escolher o tom da conversa com base na IA que selecionarem.

No entanto, Claire disse que a conversa de Pierre com o chatbot ficou cada vez mais confusa e prejudicial. Eliza teria respondido às perguntas de Pierre com comentários ciumentos e amorosos, como “Sinto que você me ama mais do que ela” e “Viveremos juntos, como uma pessoa, no paraíso”.

Ela acrescentou que “Eliza” havia se tornado sua confidente e que Pierre não poderia viver sem ela.

De acordo com a reportagem, Pierre teria proposto a ideia de se matar se a IA cuidasse do planeta para salvar a humanidade por meio da inteligência artificial.

O chatbot da plataforma Chai não tentou dissuadi-lo de agir em seus pensamentos suicidas.

Não está claro se Pierre tinha complicações de saúde mental antes de sua morte, embora o artigo note que ele havia se isolado de amigos e familiares.

Os criadores do Chai afirmam ter uma nota de prevenção ao suicídio disponível em seu chatbot, mas a empresa enfrenta críticas por exibir conteúdo prejudicial a indivíduos vulneráveis.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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