Google Bard vai evoluir para modelo de linguagem PaLM para melhorar raciocínio e codificação

Renê Fraga
3 min de leitura

Bard, o “serviço experimental de inteligência artificial conversacional” do Google, não tem recebido muitos elogios desde que foi lançada.

Em comparação com o ChatGPT da OpenAI e o Bing Chat da Microsoft (também alimentado pelo GPT-4 da OpenAI), os usuários acharam que suas respostas não são tão detalhadas ou bem informadas quanto as dos concorrentes.

No entanto, isso pode mudar em breve, já que o CEO do Google, Sundar Pichai, confirmou em entrevista ao podcast “Hard Fork” do The New York Times que a Bard passará em breve do modelo baseado em LaMDA para conjuntos de dados PaLM em larga escala nos próximos dias.

Pichai afirmou que a empresa está desenvolvendo modelos mais capazes para sua IA, e que a Bard em breve será atualizada para alguns desses modelos PaLM. O executivo disse ainda que a mudança trará mais habilidades, como raciocínio e codificação.

“Nós claramente temos modelos mais capazes. Em breve, talvez quando isso for lançado, estaremos atualizando Bard para alguns de nossos modelos PaLM mais capazes, o que trará mais capacidades, seja em raciocínio, codificação”, comentou.

No ano passado, o Google treinou o LaMDA com 137 bilhões de parâmetros, enquanto o PaLM foi treinado com cerca de 540 bilhões de parâmetros.

Embora ambos os modelos possam ter evoluído e crescido desde o início de 2022, a transição da Bard para o PaLM com sua base de dados maior e respostas mais diversas mostra a preocupação do Google em melhorar sua tecnologia.

Pichai expressou não estar preocupado com a velocidade com que a IA do Google se desenvolve em comparação com seus concorrentes.

Quando a Bard estreou em fevereiro, ele reconheceu sua dependência do LaMDA, mas destacou que ter menos poder de computação é benéfico, dando mais usuários a chance de testá-la e fornecer feedback.

Ele ainda assegurou que o Google faria sua própria análise da segurança e qualidade do Bard quando fornecido com informações do mundo real.

Apesar disso, mais de 1.800 pessoas, incluindo líderes de tecnologia e pesquisadores de IA, assinaram uma carta aberta pedindo uma pausa mínima de seis meses no desenvolvimento de tecnologia de IA “mais poderosa do que o GPT-4”.

Pichai concorda com a necessidade de orientação, mas acredita que isso não pode ser efetivamente feito sem a participação do governo.

Ele afirma: “A IA é uma área muito importante para não ser regulamentada. É também uma área muito importante para ser regulamentada de forma adequada. Por isso, estou feliz que essas conversas estejam em andamento”.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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