Ex-funcionário do Google afirma que a cultura da empresa foi prejudicada por demissões em massa

Renê Fraga
2 min de leitura

Cameron Rout, um ex-gerente de produto do Google que foi um dos 12.000 funcionários demitidos em janeiro, argumenta que a cultura única da empresa foi diminuída ou mesmo destruída por suas recentes demissões.

Ele afirma que a cultura focada nos funcionários era o maior recurso do Google e, portanto, a empresa pode ter perdido sua maior fonte de vantagem competitiva ao mesmo tempo.

Rout é um exemplo de que a cultura de uma empresa pode ser um ativo poderoso, mas também uma responsabilidade igualmente forte. Mudanças que enfraquecem essa cultura podem prejudicar mais a empresa do que beneficiá-la.

Rout criou uma startup com outros ex-funcionários do Google e afirma que a cultura da empresa era muito poderosa e tinha a ver com as pessoas com quem você trabalha, a flexibilidade no trabalho e a capacidade de se movimentar.

Ele afirma que, se houve alguma empresa que se beneficiou de sua cultura como uma vantagem competitiva, essa empresa foi o Google.

No entanto, muitos observadores são céticos em relação à explicação da empresa de que a pandemia levou a uma contratação excessiva que resultou na necessidade de demissões.

Em vez disso, acredita-se que as demissões foram instigadas pelos acionistas, que ficaram consternados com a queda do preço das ações da empresa.

O Google pode estar se tornando uma “empresa convencional” e desistindo gradualmente da cultura única que um dia foi seu ativo intangível mais valioso.

A mudança na cultura começou anos atrás, talvez por volta de 2015, quando a empresa contratou um novo diretor financeiro que havia ocupado esse cargo anteriormente no Morgan Stanley.

Isso levou a uma empresa mais focada em agradar acionistas e analistas e menos focada em sua visão de longo prazo do que costumava ser, de acordo com ex e atuais funcionários.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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