Twitter se recusa a remover conteúdo que promove violência em escolas

Renê Fraga
2 min de leitura

O Ministério da Justiça promoveu uma reunião com representantes das principais redes sociais, entre elas o YouTube, Meta, Twitter, Kwai, Tik Tok, Whatsapp e Google, para discutir medidas de combate à apologia à violência nas escolas.

Durante o encontro, o Twitter se negou a retirar do ar conteúdo que fazia apologia à violência, alegando que o termo de uso da plataforma permitia a divulgação do material.

De acordo com informações divulgadas pelo G1 e confirmadas pela Folha de São Paulo, o posicionamento da empresa causou mal-estar entre os presentes.

A pasta pediu que as redes sociais adotem medidas mais efetivas para combater perfis que fazem apologia à violência ou ameaças às escolas.

Entre os exemplos de conteúdo mapeados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública estão perfis que divulgam fotos e nomes de autores de massacres, imagens de crianças mutiladas e músicas que incentivam ataques.

Na reunião, o Twitter afirmou que divulgar fotos e nomes de autores de ataques a escolas não viola as regras da plataforma, e que, portanto, não precisa fazer nada, já que o termo de uso permite a divulgação desse tipo de material.

Diante da postura da empresa, integrantes da pasta e representantes de outras redes sociais ficaram constrangidos e incomodados com a situação.

Nesse momento, segundo relatos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), subiu o tom e afirmou que os termos de uso não se sobrepõem à Constituição e às leis, e que não são maiores que a vida de crianças e adolescentes.

Ele ainda destacou que a liberdade de expressão não autoriza a veiculação de imagens agressivas com o objetivo de difundir pânico nas redes sociais. Em seguida, a reunião foi encerrada.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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