O Ministério da Justiça promoveu uma reunião com representantes das principais redes sociais, entre elas o YouTube, Meta, Twitter, Kwai, Tik Tok, Whatsapp e Google, para discutir medidas de combate à apologia à violência nas escolas.
Durante o encontro, o Twitter se negou a retirar do ar conteúdo que fazia apologia à violência, alegando que o termo de uso da plataforma permitia a divulgação do material.
De acordo com informações divulgadas pelo G1 e confirmadas pela Folha de São Paulo, o posicionamento da empresa causou mal-estar entre os presentes.
A pasta pediu que as redes sociais adotem medidas mais efetivas para combater perfis que fazem apologia à violência ou ameaças às escolas.
Entre os exemplos de conteúdo mapeados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública estão perfis que divulgam fotos e nomes de autores de massacres, imagens de crianças mutiladas e músicas que incentivam ataques.
Na reunião, o Twitter afirmou que divulgar fotos e nomes de autores de ataques a escolas não viola as regras da plataforma, e que, portanto, não precisa fazer nada, já que o termo de uso permite a divulgação desse tipo de material.
Diante da postura da empresa, integrantes da pasta e representantes de outras redes sociais ficaram constrangidos e incomodados com a situação.
Nesse momento, segundo relatos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), subiu o tom e afirmou que os termos de uso não se sobrepõem à Constituição e às leis, e que não são maiores que a vida de crianças e adolescentes.
Ele ainda destacou que a liberdade de expressão não autoriza a veiculação de imagens agressivas com o objetivo de difundir pânico nas redes sociais. Em seguida, a reunião foi encerrada.
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