CEO da OpenAI alerta que aumentar o tamanho dos modelos de IA pode não ser o futuro da tecnologia

Renê Fraga
2 min de leitura

O sucesso do ChatGPT, o chatbot desenvolvido pela startup OpenAI, tem gerado um aumento de interesse e investimentos em inteligência artificial.

No entanto, o CEO da OpenAI, Sam Altman, alertou que a estratégia de pesquisa que levou à criação do ChatGPT não é mais eficaz e não está claro de onde virão os próximos avanços em IA.

Nos últimos anos, a OpenAI alcançou avanços significativos em IA baseada em linguagem, escalando algoritmos de aprendizado de máquina existentes.

A última versão, GPT-4, provavelmente foi treinada usando trilhões de palavras de texto e milhares de poderosos chips de computador, com custo superior a US$ 100 milhões.

Altman acredita que o progresso futuro não virá apenas do aumento do tamanho dos modelos e que os avanços futuros virão de outras formas de aprimoramento.

A declaração de Altman sugere que o GPT-4 pode ser o último grande avanço a surgir da estratégia da OpenAI de aumentar o tamanho dos modelos e alimentá-los com mais dados.

Ele não mencionou que tipo de estratégias ou técnicas de pesquisa podem substituí-la. Pesquisadores já exploram novos designs ou arquiteturas de modelo de IA e ajustes adicionais com base no feedback humano como direções promissoras além do escalonamento.

A influente família de algoritmos de linguagem da OpenAI consiste em uma rede neural artificial, software vagamente inspirado na forma como os neurônios trabalham juntos, que é treinada para prever as palavras que devem seguir uma determinada sequência de texto.

Embora a empresa não tenha divulgado o tamanho do GPT-4, é provável que parte de sua inteligência já venha de olhar além do escalonamento, como o uso de um método chamado aprendizado por reforço com feedback humano.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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