Uber e 99 aumentam o preço quando você está sem bateria?

Renê Fraga
3 min de leitura

Um vídeo viralizado nas redes sociais no último fim de semana expôs a teoria de que o preço das corridas em aplicativos de transporte, como Uber e 99, pode variar de acordo com a carga da bateria do celular do usuário.

O perfil Jeannascimento.real fez uma simulação no aplicativo 99 e mostrou que, quando o telefone estava com carga completa ou conectado a um carregador, o valor da corrida seria de X, mas quando a bateria estava baixa, o preço da viagem poderia ser de 2x.

A teoria de que o preço das corridas em aplicativos de transporte varia de acordo com a carga da bateria já circulava entre algumas pessoas, mas o vídeo de Jean mostrando isso na prática chamou a atenção do público.

Em uma simulação, o preço de uma corrida no 99 custaria R$ 8 com o telefone conectado a um carregador portátil, mas após nove minutos sem o carregador, o preço mais que dobrou para R$ 16,10.

Jean fez um novo teste, dessa vez em um intervalo de tempo menor, e mostrou que o preço da corrida no 99 sem o carregador de bateria seria de R$ 26,60. Quando ele conectou o telefone a um carregador novamente, o valor despencou para R$ 8.

Uber responde às acusações

Na Bélgica, em uma alegação semelhante, um usuário realizou um teste utilizando dois smartphones – um com 84% de bateria e outro com apenas 12% – para solicitar uma corrida no aplicativo de transporte, e também notou diferenças nos valores cobrados.

Em resposta, o Uber afirmou:

“O Uber não leva em consideração o nível de bateria do celular para calcular o preço de uma viagem. 

A precificação dinâmica aplicada às viagens reservadas via Uber é determinada pela demanda existente de corridas e pela oferta de motoristas que possam atendê-la. 

Nos horários de pico, quando há muitos pedidos de carona e poucos motoristas disponíveis em uma determinada área geográfica, isso pode impactar no preço da viagem.”

Via: UOL

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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