Justiça determina suspensão total do Telegram no Brasil

Renê Fraga
2 min de leitura

De acordo com o G1, o aplicativo de mensagens Telegram não entregou à Polícia Federal todos os dados sobre grupos neonazistas da plataforma pedidos pela corporação, e a Justiça determinou que operadoras de telefonia e lojas de aplicativos retirem o aplicativo do ar imediatamente.

Segundo a Diretoria de Inteligência da PF, as empresas de telefonia Vivo, Claro, Tim e Oi e o Google com sua App Store vão receber o ofício sobre a suspensão do Telegram ainda nesta quarta-feira.

O Telegram forneceu parte dos dados pedidos após determinação judicial, mas se negou a entregar contatos e informações dos integrantes e administradores de um grupo neonazista.

Diante da omissão, a Justiça ordenou a derrubada do aplicativo e elevará a multa por cada dia de desobediência. A multa saltará de R$ 100 mil para R$ 1 milhão.

A decisão foi tomada após investigação sobre ataque a escola em Aracruz, no ES, que vitimou quatro pessoas.

O autor, de 16 anos, interagia com grupos neonazistas no Telegram. A PF queria identificar influências e responsáveis pela radicalização do adolescente.

“Observou-se que o atacante participava de grupos do Telegram para troca de materiais extremistas, como tutoriais de assassinato, cenas de morte e construção de artefatos explosivos. Havia incitação ao ódio e propagação de ideias neonazistas”, diz trecho do pedido de quebra de sigilo telefônico e telemático da PF.

A apologia ao nazismo e a violência em escolas vinham sendo monitoradas pelo Ministério da Justiça. A investigação resultou em operações com mandados de busca e prisão contra neonazistas. Foram encontrados militantes com símbolos nazistas, exemplar de suástica, facas e réplicas de armas.

A ordem judicial se baseia em lei que obriga provedores de internet a disponibilizarem dados e informações cadastrais de usuários que pratiquem crimes.

Operadoras aguardam intimação para bloqueio total do aplicativo no Brasil.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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