CEO do Telegram, Pavel Durov, promete defender privacidade de usuários após bloqueio no Brasil

Renê Fraga
3 min de leitura

Pavel Durov, CEO do Telegram, divulgou um comunicado em que reafirma o compromisso da empresa com a privacidade e a liberdade de expressão em todo o mundo.

Ele destacou que, em casos em que as leis locais vão contra essa missão ou impõem requisitos tecnologicamente inviáveis, o Telegram se vê obrigado a deixar esses mercados.

Durov citou exemplos de países como China, Irã e Rússia, que já baniram o aplicativo por causa de sua posição firme em relação aos direitos humanos.

No Brasil, segundo o aplicativo, o tribunal solicitou dados que “são tecnicamente impossíveis para o Telegram obter”.

A empresa está recorrendo da decisão e aguarda a resolução final do caso.

Durov enfatizou que, independentemente do custo, o Telegram defenderá seus usuários no Brasil e seu direito à comunicação privada.

O bloqueio do Telegram no Brasil é mais um episódio na luta da empresa para proteger a privacidade dos usuários em todo o mundo.

Durov reiterou que, embora esses eventos sejam lamentáveis, são preferíveis à traição dos usuários e aos princípios em que a empresa foi fundada.

A posição firme do Telegram em relação à privacidade tem atraído muitos usuários que buscam uma alternativa mais segura aos aplicativos de mensagens convencionais, e a empresa parece determinada a continuar defendendo essa causa, independentemente dos obstáculos que possa enfrentar.

Leia o texto na íntegra (tradução do canal “Dicas Telegram“:

“A missão do Telegram é preservar a privacidade e a liberdade de expressão em todo o mundo.

Nos casos em que as leis locais vão contra essa missão ou impõem requisitos tecnologicamente inviáveis, às vezes temos que deixar esses mercados.

No passado, países como China, Irã e Rússia proibiram o Telegram devido à nossa posição de princípio sobre a questão dos direitos humanos.

Tais eventos, embora infelizes, ainda são preferíveis à traição de nossos usuários e às crenças nas quais fomos fundados.

No Brasil, um tribunal solicitou dados que são tecnologicamente impossíveis de obter.

Estamos apelando da decisão e aguardando a resolução final. Não importa o custo, defenderemos nossos usuários no Brasil e seu direito à comunicação privada.”

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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