Google viola sua própria política de desinformação climática no YouTube, diz relatório

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google está sendo criticado por ainda lucrar com a desinformação climática no YouTube, mesmo após ter prometido não vender anúncios em conteúdos que rejeitem a ciência climática mainstream há mais de um ano.

Um relatório da Climate Action Against Disinformation (CAAD), que inclui mais de 50 organizações sem fins lucrativos, apontou para 100 vídeos diferentes que o Google monetizou com anúncios, violando sua própria política de desinformação sobre o clima.

Esses vídeos negam as evidências científicas sobre as causas e consequências das mudanças climáticas.

A CAAD defende uma definição mais ampla de desinformação para incluir conteúdo enganoso sobre como lidar com a mudança climática, como falsos argumentos de que nada pode ser feito ou anúncios que promovem soluções ineficazes.

O relatório encontrou outros 100 vídeos que apresentam esse tipo de conteúdo, o que pode atrasar a ação climática legítima.

O Google anunciou em outubro de 2021 que estava atualizando suas políticas de anúncios e monetização sobre mudança climática, mas a CAAD argumenta que a desinformação persiste porque é lucrativa e pede que as Big Techs removam esse incentivo.

Em resposta ao relatório, o Google afirmou que removeu os anúncios de vídeos que violam sua política contra a negação da mudança climática.

No entanto, o The Verge descobriu que um dos vídeos de desinformação climática destacados no relatório ainda foi veiculado com um anúncio para uma lâmpada de mosquito.

A CAAD argumenta que a desinformação climática persiste porque é lucrativa e as Big Techs precisam remover esse incentivo.

O relatório destaca a importância de combater a desinformação climática, que pode atrasar ações urgentes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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