Mozilla adquire a Fakespot para ajudar usuários a identificar avaliações falsas em sites de e-commerce

Renê Fraga
3 min de leitura

A Mozilla adquiriu a Fakespot, uma pequena startup cujo site e plug-in de navegador ajudam os usuários a identificar avaliações de produtos falsas em sites de e-commerce, como Amazon, Walmart e eBay.

As avaliações falsas, tanto as feitas por pessoas quanto as geradas por máquinas, são um grande problema para consumidores e empresas.

A Fakespot classifica as avaliações de produtos em uma escala de A a F. A Mozilla não revelou quanto pagou pela Fakespot, mas disse que manteve sua equipe de 13 funcionários e planeja expandir o time com o tempo.

A empresa também planeja continuar apoiando o site e o plug-in do navegador Chrome da Fakespot, mesmo enquanto trabalha para integrar mais profundamente a tecnologia em seu próprio navegador, o Firefox.

As primeiras tecnologias de inteligência artificial já estavam sendo usadas para criar avaliações de produtos falsas, mas a nova geração de ferramentas generativas, como o ChatGPT, ameaça tornar a tarefa de identificar comentários gerados por IA muito mais difícil.

Alguns esforços iniciais de usar IA generativa foram descobertos porque os revisores falsos se esqueceram de remover a linguagem identificadora, como a famosa autointrodução do ChatGPT como “um grande modelo de linguagem”. Mas é improvável que os futuros esforços sejam tão descuidados.

Segundo o fundador da Fakespot, Saoud Khalifah, avaliações confiáveis são essenciais para manter o ecossistema de comércio eletrônico saudável. “Você não pode tocar no produto”, disse ele. “Você realmente precisa das avaliações”.

Para o chefe de produto da Mozilla, Steve Teixeira, a aquisição faz parte de uma extensão da missão da Mozilla além da promoção de protocolos web abertos.

“A nova fronteira é em torno da verdade e da decepção”, disse ele. “Como podemos ajudar pessoas comuns que não são tecnólogas a tomar boas decisões?”

A Fakespot foi fundada em 2016 por Khalifah, depois de ser enganado pelo vendedor de um suplemento na Amazon que havia manipulado avaliações positivas.

A Fakespot começou como um projeto autofinanciado, mas acabou recebendo cerca de US$ 10 milhões em financiamento de risco.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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