Muitas pessoas ao redor do mundo têm a conveniência de fazer uma compra online e receber o produto em sua porta, mas mais de 2 bilhões de pessoas não possuem um endereço preciso, o que dificulta o recebimento de entregas e o acesso a serviços públicos básicos.
Esse problema afeta pessoas em todo o mundo, incluindo partes da África, Índia, países emergentes, pequenas aldeias na Europa, algumas comunidades nativas americanas nos Estados Unidos, bairros em toda a América Latina e além.
Na favela de Paraisópolis, no Brasil, com mais de 100.000 habitantes, muitos moradores não conseguiam receber entregas porque as ruas não eram marcadas e as portas não tinham números.
A falta de endereço também dificultava o acesso a serviços básicos, como matricular crianças na escola ou receber medicamentos em casa.
Para ajudar a solucionar esse problema, o Google se juntou a voluntários de Paraisópolis e outras organizações para criar milhares de endereços digitais usando a tecnologia Plus Codes, que divide o mundo em grades baseadas em latitude e longitude.
Cada grade é dividida novamente e novamente, para que seja possível localizar qualquer lugar no planeta com apenas alguns números e letras.
Os Plus Codes podem ser usados como qualquer outro endereço para ajudar as pessoas a receber entregas, obter acesso a serviços de emergência e encontrar uns aos outros em aplicativos como o Google Maps.
Mais de 14.000 endereços digitais foram criados em Paraisópolis, e a Google espera que esse trabalho possa levar acesso a serviços a milhões de pessoas no Brasil e além.
A empresa já está trabalhando em um novo projeto de endereços digitais em outra favela em São Paulo, a Favela dos Sonhos.
O Google espera que essa iniciativa possa ajudar a abordar o problema do acesso a serviços básicos para comunidades sem endereços físicos em todo o mundo.
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