Google concorda em pagar multa de quase US$ 40 milhões por violação de privacidade de localização

Renê Fraga
3 min de leitura

O Google concordou em pagar uma multa de US$ 39,9 milhões para encerrar uma ação judicial que o acusava de enganar os usuários com uma configuração de privacidade de localização que não desativava a coleta de dados quando os usuários optavam por desligá-la.

A ação foi movida pelo procurador-geral do estado de Washington, Bob Ferguson, e conclui uma investigação iniciada no ano passado.

De acordo com a ação, o Google continuou coletando dados de localização de seus usuários mesmo depois de eles desativarem a opção “Histórico de localização” em suas configurações de conta, tornando quase impossível para os usuários evitar que a empresa rastreasse sua localização.

Em uma declaração à imprensa, a equipe de Ferguson afirmou que o Google “negou aos consumidores de Washington a capacidade de escolher se a empresa poderia rastrear seus dados de localização sensíveis, enganou-os sobre suas opções de privacidade e se beneficiou dessa conduta”.

Como parte do acordo, o Google concordou em fazer mudanças em sua configuração de rastreamentode localização para torná-la mais transparente e fornecer mais informações aos usuários.

O que inclui mostrar informações adicionais quando os usuários ligam ou desligam as configurações de localização em suas contas e fornecer detalhes sobre os tipos de dados de localização que coleta e para que finalidades.

Essa não é a primeira vez que o Google enfrenta problemas legais relacionados à privacidade de dados. No ano passado, a empresa concordou em pagar US$ 392 milhões para resolver uma ação judicial de privacidade movida por 40 procuradores-gerais estaduais dos EUA.

Antes disso, concordou em pagar US$ 85 milhões para encerrar uma ação judicial semelhante.

Embora esses acordos reforcem a importância da privacidade de dados, ainda há muito a ser feito para proteger os usuários de práticas invasivas de coleta de dados. A falta de uma lei federal que regulamente a privacidade on-line nos Estados Unidos significa que os reguladores estaduais precisam tomar medidas para proteger os cidadãos.

No entanto, os usuários também podem tomar medidas para proteger sua privacidade, como desativar configurações de rastreamento de localização em seus dispositivos e usar um VPN para navegação na web.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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