Busca do Google expõe sites usando a marca ChatGPT sem autorização da OpenAI

Renê Fraga
3 min de leitura

A OpenAI está lutando para proteger a marca registrada de GPT, já que surgiram muitos pedidos de marcas semelhantes, como ThreatGPT e MedicalGPT.

Há poucas semanas, o pedido de marca da OpenAI foi rejeitado pela agência de patentes dos EUA, e mesmo que seja aprovado, pode haver um período de oposição.

O que significa que a empresa precisa demonstrar que GPT é uma marca reconhecida para evitar que outros se beneficiem de sua reputação.

No Brasil, dois dois sites bem posicionados na versão brasileira do Google foram identificados utilizando a marca ChatGPT, sem autorização da OpenAI.

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O primeiro deles, que teve mais de 500 mil acessos em março (dados do SimilarWeb), descreve uma ferramenta que utiliza a tecnologia do ChatGPT, mas não oferece informações detalhadas ou preços.

Já o segundo site, com o domínio .com.br, se apresenta como uma plataforma de conteúdo, mas visualmente concentra-se em exibir anúncios, e seu editor tem divulgado publicamente seus ganhos nas redes sociais.

A utilização não autorizada da marca ChatGPT constitui uma clara violação dos direitos autorais, o que, nesses casos, pode ser interpretado como uma possível tentativa de enganar o público.

O Google Discovery questionou o Google Brasil a respeito do ranqueamento dos sites exibidos e da veiculação do AdSense, com o intuito de verificar a conformidade com os termos do programa.

Leia na íntegra a resposta da equipe do Google Brasil:

“Não comentamos casos específicos. Gostaríamos de compartilhar abaixo o nosso posicionamento sobre como cuidamos das informações que aparecem nos resultados da Busca, e nossas políticas sobre o uso do Google AdSense.

Sobre a Busca, nossos sistemas são projetados para retornar as informações mais relevantes e confiáveis possíveis. Nossos resultados de pesquisa incluem páginas da web aberta e agimos quando identificamos conteúdo que viola nossas políticas de conteúdo.

Sobre o Google AdSense, temos políticas robustas que determinam as regras para que pessoas e empresas usem o AdSense para monetizar seu conteúdo por meio de publicidade. Quando identificamos violações a nossas políticas, agimos imediatamente. Para se ter uma ideia desse esforço, somente em 2022, nós bloqueamos ou restringimos anúncios de serem exibidos em mais de 1,5 bilhões de páginas de publishers e aplicamos nossas políticas de forma mais ampla em 143 mil sites globalmente. Quando não há elementos suficientes para identificar se houve uma violação das nossas políticas, cabe à Justiça determinar a remoção do conteúdo, de acordo com os termos do Marco Civil”.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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