Google Play é criticado por permitir jogo de ‘Simulador de Escravidão’

Renê Fraga
2 min de leitura

Um jogo disponível na Google Play tem gerado polêmica nas redes sociais.

O “Simulador de Escravidão”, desenvolvido pela Magnus Games, permite que o usuário simule ser um proprietário de escravos, gerenciando sua mão de obra, mudando suas condições de vida e treinando-os.

O objetivo do jogo é obter lucros e evitar rebeliões e fugas. A imagem de divulgação do aplicativo traz homens negros trabalhando ao redor de um senhor branco.

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Apesar de afirmar que o jogo foi criado para “fins de entretenimento” e que “condenam a escravidão no mundo real”, os produtores têm sido duramente criticados.

Os usuários que avaliaram o aplicativo deixaram mensagens de ódio e satisfação com o teor do game. Algumas mensagens pedem mais opções de tortura, enquanto outras condenam a existência do aplicativo na loja virtual.

A controvérsia em torno do “Simulador de Escravidão” levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade dos desenvolvedores de jogos.

De acordo com O Globo, o Google não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas a disponibilização do aplicativo em sua loja virtual tem sido criticada por diversas pessoas e organizações que lutam contra o racismo e a discriminação.

Ainda que o jogo tenha sido criado para entretenimento, é importante lembrar que a escravidão foi uma das maiores atrocidades cometidas pela humanidade e que seus reflexos ainda são sentidos nos dias de hoje.

A banalização desse tema em um jogo pode ser considerada ofensiva e desrespeitosa para muitas pessoas.

Atualização 14h30: O jogo foi removido do Google Play.

“Não permitimos apps que promovam violência ou incitem ódio contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, ou que retratem ou promovam violência gratuita ou outras atividades perigosas. Qualquer pessoa que acredite ter encontrado um aplicativo que esteja em desacordo com as nossas regras pode fazer uma denúncia. Quando identificamos uma violação de política, tomamos as ações devidas”, disse um porta-voz do Google a Folha de São Paulo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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