A inteligência artificial (IA) do Google, chamada Brain2Music, tem a capacidade de transformar a atividade cerebral de uma pessoa em música personalizada.
Pesquisadores desenvolveram um pipeline baseado em IA que utiliza dados de imagens cerebrais para gerar músicas que se assemelham a trechos de músicas que a pessoa estava ouvindo durante a realização da varredura cerebral.
O processo envolveu o uso de ressonância magnética funcional (fMRI) para registrar a atividade cerebral de cinco participantes enquanto eles ouviam trechos de músicas de diferentes gêneros.
A IA foi treinada para identificar padrões na atividade cerebral e relacioná-los a elementos musicais, como gênero, ritmo, humor e instrumentação.
O objetivo dessa pesquisa é compreender como o cérebro processa a música e explorar a possibilidade de reconstruir músicas que as pessoas imaginam em suas mentes.
Os resultados mostraram que a IA conseguiu reconstruir trechos musicais que se assemelhavam às músicas originais em cerca de 60%. A IA teve maior precisão ao distinguir músicas clássicas.
Além disso, o estudo revelou que diferentes regiões do cérebro, como o córtex auditivo primário e o córtex pré-frontal lateral, desempenham papéis importantes no processamento da música.
Pesquisas futuras poderão explorar como o cérebro processa músicas de diferentes gêneros e estados de humor, além de investigar a capacidade da IA em reconstruir músicas imaginadas pelas pessoas.
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