Google e American Airlines usam IA para reduzir o impacto climático das trilhas de condensação

Renê Fraga
2 min de leitura

Pesquisadores do Google, em parceria com a American Airlines e a Breakthrough Energy, utilizaram inteligência artificial (IA) para desenvolver mapas de previsão de trilhas de condensação, visando permitir que os pilotos escolham rotas que evitem a formação dessas nuvens artificiais deixadas pelos aviões.

As trilhas de condensação são responsáveis por cerca de 35% do impacto do aquecimento global causado pela aviação, de acordo com o relatório do IPCC de 2022.

Por meio de uma análise de dados, incluindo imagens de satélite, informações meteorológicas e trajetórias de voo, os pesquisadores conseguiram reduzir as trilhas de condensação em 54% durante testes de voos comerciais.

The future of flight: Can AI make flying sustainable? | Google AI

A formação de trilhas de condensação ocorre quando as aeronaves atravessam camadas de umidade na atmosfera e essas nuvens podem persistir por minutos ou horas, dependendo das condições.

Embora durante o dia elas possam refletir parte da luz solar de volta ao espaço, elas também retêm uma quantidade significativa de calor, contribuindo para o aquecimento global.

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Evitar áreas propensas à formação de trilhas de condensação pode reduzir esse impacto. Os testes realizados mostraram que é possível evitar as trilhas de condensação em voos comerciais, reduzindo assim o impacto climático da aviação.

Os resultados obtidos indicaram que os voos que evitaram a formação de trilhas de condensação consumiram 2% de combustível adicional.

No entanto, estudos recentes apontam que apenas uma pequena porcentagem de voos precisa ser ajustada para evitar a maioria das trilhas de condensação. Isso significa que o impacto total no consumo de combustível pode ser reduzido para cerca de 0,3% em voos de uma companhia aérea.

Com base nas previsões existentes, estima-se que evitar as trilhas de condensação em larga escala custaria de US$ 5 a US$ 25 por tonelada de CO2e (equivalente de dióxido de carbono), tornando-se uma medida eficaz e de baixo custo para reduzir o aquecimento global.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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