No mundo onde cada interação social e profissional é amplamente influenciada pelo digital, os perigos dos ataques cibernéticos ganharam uma sombria relevância.
Dados recentes da FortiGuard Labs mostram um aterrorizante aumento de 16% nas tentativas de ataques cibernéticos no Brasil em 2022, totalizando mais de 103 bilhões.
Como resposta a esse ambiente em constante mudança, o uso de senhas robustas está ganhando destaque.
Isso é evidenciado por um recente estudo do Google Trends, que revelou um aumento sete vezes maior no uso de senhas fortes no Brasil nos últimos cinco anos, em comparação com o período anterior.
Entre os setores mais afetados pelos ataques cibernéticos, a indústria financeira emerge como uma das principais vítimas, especialmente em relação à lavagem de dinheiro.
Estima-se que entre 2% e 5% do PIB global, ou até US$ 2 trilhões, sejam comprometidos anualmente nessa atividade criminosa. Muitas das técnicas para identificar tais práticas ainda são conduzidas manualmente, evidenciando a urgente necessidade de segurança cibernética.
A Inteligência Artificial (IA) emerge como um pilar nessa batalha. Na esfera da lavagem de dinheiro, que castiga o setor financeiro, a IA oferece às instituições uma maior capacidade de detecção e prevenção desses ataques.
Um exemplo notável é o HSBC, que observou uma redução de mais de 60% em alertas após a implementação da solução Anti Money Laundering AI do Google Cloud.
O Bradesco também se destacou como uma das primeiras instituições do mundo a adotar essa solução, unindo forças contra a lavagem de dinheiro.
Embora o uso da IA não seja uma novidade, a prática se solidificou ao longo do tempo como uma ferramenta vital para proteger os clientes finais de empresas.
Nesse contexto, o Google Cloud assume um papel crucial, implementando tecnologias que impactam diretamente a segurança das pessoas. A ferramenta VirusTotal, por exemplo, auxilia na análise de scripts potencialmente maliciosos por meio do Sec-PaLM, uma versão especializada do PaLM 2 treinada para situações de segurança.
O reCAPTCHA é outro destaque, defendendo sites contra ameaças cibernéticas comuns e contribuindo para a prevenção de ataques maliciosos.
O reCAPTCHA emprega algoritmos de bot baseados em risco e aprendizado de máquina contínuo, superando as abordagens binárias convencionais na detecção de bots.
A partir da perspectiva corporativa, o Relatório de Ameaças do Google Cloud revelou um fato irrefutável: a ausência ou fraqueza de senhas foi o principal ponto de vulnerabilidade da segurança da informação nas empresas no primeiro trimestre do ano, representando 54,8% das vulnerabilidades.
Configurações incorretas do sistema (19%), juntamente com interfaces de usuário sensíveis e exposição de API (11,9%), também se destacaram como fatores comprometedores. Ao analisar alertas anônimos do Chronicle Security Operations, a suíte do Google Cloud que agiliza a detecção e resposta a ameaças cibernéticas, a ação mais arriscada para a segurança da informação corporativa foi identificada como o abuso do uso de tokens para obter permissões de acesso.
Marcos Cavinato, head de segurança e compliance do Google Cloud para a América Latina, enfatiza o compromisso da empresa em compartilhar conhecimento e soluções com o mercado, buscando contribuir para a segurança das empresas e, por consequência, de seus clientes finais.
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