Como o Google Cloud utiliza a IA para reforçar a segurança

Renê Fraga
4 min de leitura

No mundo onde cada interação social e profissional é amplamente influenciada pelo digital, os perigos dos ataques cibernéticos ganharam uma sombria relevância.

Dados recentes da FortiGuard Labs mostram um aterrorizante aumento de 16% nas tentativas de ataques cibernéticos no Brasil em 2022, totalizando mais de 103 bilhões.

Como resposta a esse ambiente em constante mudança, o uso de senhas robustas está ganhando destaque.

Isso é evidenciado por um recente estudo do Google Trends, que revelou um aumento sete vezes maior no uso de senhas fortes no Brasil nos últimos cinco anos, em comparação com o período anterior.

Entre os setores mais afetados pelos ataques cibernéticos, a indústria financeira emerge como uma das principais vítimas, especialmente em relação à lavagem de dinheiro.

Estima-se que entre 2% e 5% do PIB global, ou até US$ 2 trilhões, sejam comprometidos anualmente nessa atividade criminosa. Muitas das técnicas para identificar tais práticas ainda são conduzidas manualmente, evidenciando a urgente necessidade de segurança cibernética.

A Inteligência Artificial (IA) emerge como um pilar nessa batalha. Na esfera da lavagem de dinheiro, que castiga o setor financeiro, a IA oferece às instituições uma maior capacidade de detecção e prevenção desses ataques.

Um exemplo notável é o HSBC, que observou uma redução de mais de 60% em alertas após a implementação da solução Anti Money Laundering AI do Google Cloud.

O Bradesco também se destacou como uma das primeiras instituições do mundo a adotar essa solução, unindo forças contra a lavagem de dinheiro.

Embora o uso da IA não seja uma novidade, a prática se solidificou ao longo do tempo como uma ferramenta vital para proteger os clientes finais de empresas.

Nesse contexto, o Google Cloud assume um papel crucial, implementando tecnologias que impactam diretamente a segurança das pessoas. A ferramenta VirusTotal, por exemplo, auxilia na análise de scripts potencialmente maliciosos por meio do Sec-PaLM, uma versão especializada do PaLM 2 treinada para situações de segurança.

O reCAPTCHA é outro destaque, defendendo sites contra ameaças cibernéticas comuns e contribuindo para a prevenção de ataques maliciosos.

O reCAPTCHA emprega algoritmos de bot baseados em risco e aprendizado de máquina contínuo, superando as abordagens binárias convencionais na detecção de bots.

A partir da perspectiva corporativa, o Relatório de Ameaças do Google Cloud revelou um fato irrefutável: a ausência ou fraqueza de senhas foi o principal ponto de vulnerabilidade da segurança da informação nas empresas no primeiro trimestre do ano, representando 54,8% das vulnerabilidades.

Configurações incorretas do sistema (19%), juntamente com interfaces de usuário sensíveis e exposição de API (11,9%), também se destacaram como fatores comprometedores. Ao analisar alertas anônimos do Chronicle Security Operations, a suíte do Google Cloud que agiliza a detecção e resposta a ameaças cibernéticas, a ação mais arriscada para a segurança da informação corporativa foi identificada como o abuso do uso de tokens para obter permissões de acesso.

Marcos Cavinato, head de segurança e compliance do Google Cloud para a América Latina, enfatiza o compromisso da empresa em compartilhar conhecimento e soluções com o mercado, buscando contribuir para a segurança das empresas e, por consequência, de seus clientes finais.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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