Meta utiliza posts públicos do Facebook e Instagram para treinar inteligência artificial

Renê Fraga
3 min de leitura

A empresa Meta revelou que está utilizando posts públicos do Facebook e Instagram para treinar seu novo assistente de inteligência artificial.

O presidente de assuntos globais da Meta, Nick Clegg, informou em uma entrevista à Reuters que tanto textos quanto fotos de posts públicos foram usados como dados de treinamento para a IA.

No entanto, Clegg destacou que a IA não teve acesso a posts privados, ou seja, aqueles compartilhados apenas com amigos e familiares.

A Meta adotou medidas para garantir que informações privadas sejam excluídas dos conjuntos de dados públicos utilizados para treinar a inteligência artificial.

Clegg não especificou quais medidas foram tomadas, mas ressaltou que a empresa se esforçou para evitar o uso de conjuntos de dados com informações pessoais em grande quantidade.

Além disso, ele afirmou que a Meta não utilizou mensagens privadas em suas plataformas para treinar o novo modelo de IA.

A preocupação com a privacidade também levou a empresa a não utilizar sites como o LinkedIn para esse fim.

A Meta lançou recentemente seu assistente virtual, chamado Meta AI, em uma versão Beta. Esse assistente tem o objetivo de auxiliar os usuários na criação de adesivos digitais a partir de textos, na edição de fotos com instruções em texto e na interação com personalidades de IA, como o rapper Snoop Dogg atuando como Mestre de Jogo em “Dungeons & Dragons”.

O Meta AI foi desenvolvido com base no modelo de linguagem de IA chamado Llama 2 e também em um modelo de texto-para-imagem chamado Emu.

Enquanto o Emu foi treinado com fotos de posts públicos do Instagram e Facebook, o Llama 2 utilizou outros conjuntos de dados públicos.

Embora a Meta acredite que o uso de conteúdo protegido por direitos autorais para treinar a IA seja justo, Nick Clegg reconhece que pode haver contestações legais sobre o assunto.

Ele afirmou que espera que essa questão seja resolvida por meio de litígios.

Vale ressaltar que, de acordo com as políticas da Meta, os usuários do Facebook e Instagram são considerados proprietários do conteúdo que postam, desde que não infrinjam os direitos de propriedade intelectual de terceiros.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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