Google paga bilhões para se manter como mecanismo de busca padrão da Apple, mas isso pode mudar

Renê Fraga
2 min de leitura

Um acordo amplamente conhecido entre Google e Apple está sendo alvo de análises e questionamentos por parte das autoridades competentes.

Por anos, o Google tem pago uma quantia significativa para a Apple, a fim de se manter como o mecanismo de busca padrão nos produtos da empresa da maçã, como iPhone, iPad e Mac.

Estimativas iniciais apontavam que esse valor chegava a US$ 10 bilhões anualmente, porém, analistas financeiros agora sugerem que o montante pode ser ainda maior, variando entre US$ 18 a 20 bilhões, representando uma quantia considerável para a Apple, que não precisa fazer praticamente nada em contrapartida.

Apesar de ser um negócio altamente lucrativo, a parceria entre Google e Apple pode estar enfrentando obstáculos no futuro próximo.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tem levantado preocupações sobre possíveis práticas anticompetitivas nesse acordo.

A questão central é que poucas empresas têm os recursos financeiros do Google, o que torna extremamente difícil para outros mecanismos de busca competitivos oferecerem uma quantia semelhante, ou até maior, para se tornarem os padrões de busca da Apple.

Antes do Google, a Apple utilizava o mecanismo de busca Bing, da Microsoft, como padrão. No entanto, a oferta apresentada pelo Google foi tão vantajosa que a empresa de Cupertino não pôde deixar passar essa oportunidade.

Houve até rumores de que a Apple teria considerado a possibilidade de adquirir o Bing da Microsoft, mas as negociações não avançaram para estágios mais avançados.

Agora, o futuro desse acordo lucrativo está sob análise, aguardando a decisão das autoridades competentes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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