Google sugeriu a Apple que sua busca viesse pré-instalada em iPhones

Renê Fraga
3 min de leitura

Durante o andamento do processo antitruste do Departamento de Justiça contra o Google, surgiram novos detalhes sobre a relação entre a gigante de Mountain View e a Apple.

Como parte desse acordo, a Apple designa o Google como o mecanismo de busca padrão em todas as suas plataformas e, em troca, recebe uma porcentagem da receita publicitária gerada por cada busca realizada.

No ano de 2018, a Apple observou um crescimento significativo na receita geral do Google em comparação com a receita proveniente do acordo de busca estabelecido entre as duas empresas.

Imagem relacionada a Google sugeriu a Apple que sua busca viesse pré-instalada em iPhones

De acordo com o CEO do Google, Sundar Pichai, que fez seu depoimento durante o processo, em determinado momento, ele propôs à Apple a possibilidade de pré-instalar o aplicativo de busca do Google em todos os iPhones, o que poderia aumentar a participação do Google no ecossistema Apple.

“Dissemos que uma das coisas que funciona bem no Android, que impulsiona o aumento do uso, é um aplicativo de Pesquisa Google. Então, propus que poderíamos criar um aplicativo de pesquisa do Google para iOS… e estaríamos comprometidos em oferecer suporte ao produto por muitos anos.”

Sundar Pichai

A ideia ousada, feita ao CEO da Apple, Tim Cook, tinha como objetivo ir de encontro ao pensamento de Cook que queria “parceiros profundos, profundamente conectados onde nossos serviços terminam e os seus começam”, de acordo com notas da reunião. 

Além disso, mais pesquisas no Google em dispositivos Apple significariam mais receitas para a Apple. Pichai até sugeriu que o Google poderia manter o acordo por 20 anos.

No entanto, a Apple expressou suas preocupações ao Google, que respondeu com uma análise detalhada de diferentes ideias e sugestões para abordar a questão.

Embora a Maça já tenha um aplicativo dedicado do Google para iPhone e iPad, a proposta de Pichai visava uma integração mais profunda com a experiência geral do iOS, podendo até substituir o Spotlight.

Esses detalhes vieram à tona durante o depoimento de Pichai, com base em e-mails e notas de reuniões de Don Harrison, executivo de parcerias do Google.

Harrison enfatizou que o Google não tem controle sobre a quantidade ou o tipo de tráfego gerado pelo Safari, uma vez que essa é uma responsabilidade exclusiva da Apple.

✨ Curtiu este conteúdo?

O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌

Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!

Clique aqui e faça parte da nossa rede de apoiadores.

Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
Nenhum comentário