Sundar Pichai depõe para tentar provar que o Google atua de forma justa no mercado de buscas

Renê Fraga
2 min de leitura

Sundar Pichai, CEO do Google, prestou depoimento por várias horas no julgamento antitruste movido pelo Departamento de Justiça dos EUA contra a empresa. Ele permaneceu em pé atrás de um púlpito respondendo questionamentos da promotoria e defesa.

Pichai teve que explicar detalhes do acordo bilionário da empresa com a Apple, que garante o Google como mecanismo de busca padrão nos dispositivos da maçã. Ele ressaltou que ambas as partes viram benefícios no acordo que é renovado regularmente.

Boa parte do depoimento se concentrou em uma carta enviada em 2005 pelo então principal advogado do Google à Microsoft. Nela, criticava a gigante do software por definir o MSN como motor de busca padrão no IE7 de forma enviesada.

Questionado sobre o documento, Pichai afirmou se tratar de uma época diferente, quando a Microsoft agia de maneira questionável por sua posição dominante. Porém, a promotoria interpretou a carta como prova de que o Google sempre soube da importância de manter-se como padrão.

Ao longo das horas respondendo perguntas, Pichai procurou defender que os produtos do Google são bons não apenas para a empresa, mas para os usuários que têm mais formas de acessar a internet graças a soluções como Android e Chrome.

Ele também ressaltou que o mercado de buscas é dinâmico e complexo, exigindo constante inovação e melhorias. Por isso, parcerias e investimentos milionários seriam essenciais para a companhia permanecer competitiva.

Já a promotoria insistiu no argumento de que o Google usa estratégias anticompetitivas para se manter no topo, como pagamentos bilionários para ser o padrão em dispositivos móveis e navegadores.

Ao final do longo depoimento, ficou clara a estratégia da defesa de apresentar o Google como uma empresa inovadora, enquanto a promotoria tenta provar abuso de poder dominante.

O julgamento pode levar o Google a mudanças em seus modelos de negócios ou, no limite, impor penalidades como desinvestimentos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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