Após alguns meses de testes, o YouTube abriu as comportas para bloquear bloqueadores de anúncios (“ad blockers”), o que resultou em uma onda de desinstalações – mas não do YouTube.
A repressão do YouTube aos ad blockers começou este ano de forma limitada e gradualmente afetou mais usuários. A partir desta semana, a prática está em pleno vigor, afetando praticamente qualquer pessoa que utilize o software em todo o mundo.
De acordo com o Wired, essa implantação levou a “centenas de milhares” de desinstalações dos ad blockers. Os números aparentemente vêm de várias empresas de ad-blocking, onde outubro registrou um “número recorde” de pessoas desinstalando as extensões.
Ao mesmo tempo, também houve um número recorde de novas instalações, já que muitos usuários buscaram alternar de um bloqueador para outro na tentativa de continuar bloqueando anúncios.
Uma empresa de ad-blocking, a Ghostery, compartilhou que 90% dos usuários que responderam a uma pesquisa ao desinstalar seu ad blocker citaram as mudanças do YouTube como motivo.
A AdGuard informou ao Wired que as desinstalações diárias aumentaram durante todo o mês de outubro, atingindo 52.000 em um único dia, em 18 de outubro, quando os avisos do YouTube começaram a ser amplamente divulgados.
Por outro lado, a AdGuard viu seu número de assinaturas pagas aumentar, pois alguns usuários relataram sucesso em continuar bloqueando anúncios usando a ferramenta.
Em resposta as matérias na mídia sobre o assunto, o YouTube afirmou que o uso de ad blockers viola as políticas da plataforma.
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