Inteligência Artificial da Microsoft enfrenta críticas ao incluir enquete ofensiva em artigo

Renê Fraga
2 min de leitura

O The Guardian acusou a Microsoft de prejudicar sua reputação ao incluir uma enquete ofensiva gerada por inteligência artificial em um de seus artigos.

Em uma reportagem sobre a morte de Lilie James, de 21 anos, cujo corpo foi encontrado com graves ferimentos na cabeça na Austrália, a gigante da tecnologia utilizou sua IA para perguntar aos leitores qual teria sido a causa do falecimento, oferecendo as opções de assassinato, acidente ou suicídio.

A enquete gerou revolta entre os leitores, que a consideraram “repugnante” e pediram a demissão imediata do jornalista responsável – mesmo que ele não tivesse qualquer envolvimento na criação da enquete.

Um porta-voz da Microsoft comentou sobre o ocorrido:

“Desativamos as enquetes geradas pela Microsoft para todos os artigos de notícias e estamos investigando a causa do conteúdo impróprio. Uma enquete não deveria ter aparecido junto com um artigo dessa natureza, e estamos tomando medidas para ajudar a evitar que esse tipo de erro ocorra novamente no futuro”.

Esse incidente recente não é a primeira vez que a IA generativa da Microsoft causa problemas para a empresa. Em setembro, a gigante da tecnologia foi amplamente criticada depois de publicar um obituário gerado por IA para a estrela da NBA Brandon Hunter.

O ex-jogador do Boston Celtics e do Orlando Magic faleceu de forma repentina aos 42 anos, depois de desmaiar durante uma aula de ioga quente em Orlando, Flórida. Pouco tempo depois de sua morte, os fãs ficaram chocados ao se depararem com um obituário no MSN que descrevia o pai de três filhos como “inútil”. A manchete do artigo dizia: “Brandon Hunter, inútil aos 42 anos”.

Essa situação levanta novamente a discussão sobre a decisão da Microsoft de usar inteligência artificial em vez de redatores humanos. O incidente serve como um lembrete de que as empresas devem utilizar a IA para apoiar o trabalho humano, e não para substituí-lo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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