Google SGE no Brasil: O que os editores de sites precisam saber

Renê Fraga
3 min de leitura

O Google SGE, a Experiência Generativa de Busca do Google alimentada por inteligência artificial, acaba de chegar ao Brasil.

Essa tecnologia utiliza IA para responder às consultas de pesquisa diretamente na página e pode levar a uma interrupção no tráfego orgânico de pesquisa.

Quando totalmente incorporado à pesquisa (hoje limitado ao programa Search Labs), o SGE pode reduzir o tráfego orgânico de pesquisa dos editores em qualquer lugar de 20% a 80%, conforme apurou a AdWeek.

Bruno Pôssas, Vice-presidente de Engenharia para a Busca do Google, negou que o Google tenha interesse em reduzir a visibilidade dos provedores de conteúdo.

“Ao trazer IA generativa para o nosso sistema de busca, fizemos um grande esforço para desenvolver uma experiência responsável e cuidadosa”, afirma Pôssas.

“Projetamos essas novas experiências para destacar e chamar a atenção para o conteúdo na web, facilitando o acesso a mais links e a uma ampla gama de fontes de informação”, completa.

No entanto, os editores podem mitigar os efeitos potenciais do SGE, que incluem o desenvolvimento de canais diretos e investimento em conteúdo mais difícil de ser replicado por IA, como notícias de última hora, reportagens investigativas, escrita com personalidade, áudio e vídeo.

Como otimizar o conteúdo para indexação no Google SGE

Durante uma entrevista concedida à imprensa, Pôssas afirmou que todos os sites indexados pelo Google estão prontos para serem mencionados pela Inteligência Artificial (IA).

De acordo com ele, não há uma otimização específica exigida para isso, exceto seguir as diretrizes de SEO (Search Engine Optimization) e E-A-T (Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness – Expertise, Autoridade, Confiança).

No futuro, está prevista a criação de uma ferramenta que possibilitará um maior controle sobre o conteúdo gerado pela inteligência artificial.

Essa ferramenta, possivelmente desenvolvida por um consórcio de buscadores, permitirá aos usuários um maior domínio sobre as respostas e resultados produzidos pela IA.

Remuneração para editores de sites?

A chegada do SGE levanta preocupações quanto à compensação pelo uso de seu conteúdo no SGE. Muitos temem que, ao disponibilizar seus conteúdos para treinar modelos de IA, não sejam devidamente compensados pelo valor gerado.

Recentemente, o Google introduziu a ferramenta Google-Extended, que permite aos editores bloquear o uso de seu conteúdo para treinamento de IA.

Durante sua comunicação com os jornalistas brasileiros, Pôssas descreveu o SGE como um novo recurso da Busca que assegura o devido crédito às menções de conteúdo provenientes dos provedores.

Essa abordagem visa garantir uma experiência nova para os usuários, oferecendo transparência e reconhecimento aos criadores de conteúdo envolvidos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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