Bard: o serviço de IA generativa do Google é usado como isca para distribuição de malware

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google anunciou que está processando golpistas que estão tentando usar o hype em torno da inteligência artificial generativa para enganar as pessoas e fazê-las baixar malware.

Em uma ação judicial apresentada hoje na Califórnia, a empresa afirma que indivíduos suspeitos de estarem sediados no Vietnã estão criando páginas de mídias sociais e executando anúncios incentivando os usuários a “baixar” seu serviço de IA generativa chamado Bard.

O download, na verdade, entrega malware às vítimas, que rouba credenciais de mídias sociais para serem usadas pelos golpistas.

“Os réus são três indivíduos cujas identidades são desconhecidas e que afirmam fornecer, entre outras coisas, ‘a versão mais recente’ do Google Bard para download”, diz a ação judicial.

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“Os réus não têm nenhuma afiliação com a Google, embora finjam ter. Eles utilizaram marcas registradas da Google, incluindo Google, Google AI e Bard, para atrair vítimas desprevenidas a baixarem malware em seus computadores.”

A ação judicial observa que os golpistas têm usado especificamente postagens promovidas no Facebook na tentativa de distribuir malware.

Semelhante a golpes envolvendo criptomoedas, o processo destaca como o interesse em uma tecnologia emergente pode ser utilizado contra pessoas que talvez não compreendam totalmente seu funcionamento.

Por exemplo, os golpistas neste caso insinuam que Bard é um serviço ou aplicativo pago que os usuários precisam baixar, quando, na verdade, está disponível gratuitamente em bard.google.com.

A postagem no blog do Google observa que a empresa já enviou cerca de 300 solicitações de remoção relacionadas a esses golpistas, mas deseja evitar que eles criem futuros domínios maliciosos e que sejam desativados pelos registradores de domínio nos Estados Unidos.

“Ações judiciais são uma ferramenta eficaz para estabelecer um precedente legal, interromper as ferramentas usadas pelos golpistas e aumentar as consequências para os atores mal-intencionados”, escreve Halimah DeLaine Prado, conselheira geral do Google.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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