Por que a Apple ainda não está pronta para o sideload de aplicativos no iPhone

Renê Fraga
2 min de leitura

A Apple está avaliando a possibilidade de permitir que os usuários realizem o sideload de aplicativos em seus iPhones, conforme relatos recentes.

Essa medida tem sido defendida pela União Europeia, que argumenta que a concorrência seria beneficiada e que os desenvolvedores não deveriam ser obrigados a pagar à Apple pela distribuição e hospedagem de seus aplicativos.

No entanto, especialistas alertam que essa mudança pode ter consequências negativas, especialmente em relação à segurança.

O sideload de aplicativos envolve o processo de baixar um aplicativo de uma fonte externa e instalá-lo manualmente no dispositivo. Embora seja uma prática comum em outros sistemas operacionais, como o Android, o iOS não foi projetado para permitir o sideload.

Isso levanta preocupações sobre a possibilidade de aumento de aplicativos maliciosos e golpes, uma vez que a Apple não possui os mesmos controles rígidos de segurança presentes no Google Play.

Por outro lado, a Apple argumenta que sua abordagem atual mantém os dispositivos dos usuários mais seguros, pois os aplicativos passam por uma avaliação rigorosa antes de serem disponibilizados na App Store.

A empresa implementou medidas como o App Review, que verifica os aplicativos em busca de possíveis ameaças. No entanto, defensores da liberação do sideload argumentam que os usuários devem ter o direito de escolher e instalar aplicativos de fontes externas, desde que estejam cientes dos riscos envolvidos.

Caso a Apple decida permitir o sideload de aplicativos, ela precisará desenvolver uma infraestrutura sólida de segurança para proteger os usuários contra aplicativos maliciosos.

O que pode envolver a implementação de um sistema semelhante ao Google Play Protect, que verifica aplicativos mesmo quando eles não são baixados da loja oficial.

Se a mudança for feita sem as devidas salvaguardas, especialistas preveem um aumento nos riscos de segurança e uma possível “tempestade” de problemas para os usuários.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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