Editorial | Google Gemini foi criticado por fazer: marketing

Renê Fraga
2 min de leitura

Nos últimos dias, a nova IA do Google, o Gemini, tem sido objeto de discussões relacionadas à sua estratégia de marketing.

O lançamento do novo modelo de IA foi acompanhado por uma demonstração que despertou interesse, mas posteriormente surgiram questionamentos sobre a representação fiel de suas capacidades.

The capabilities of multimodal AI | Gemini Demo

Um vídeo intitulado “Hands-on with Gemini: Interacting with multimodal AI” ganhou destaque devido à sua demonstração aparentemente impressionante das capacidades do Gemini.

No entanto, foi revelado que o vídeo não retratava a realidade de forma precisa, com interações encenadas, utilizando imagens estáticas e prompts de texto para simular a interação com o modelo.

O Google, por sua vez, afirmou que as palavras individuais nas respostas não foram alteradas e que a narração capturou trechos reais do texto usado para solicitar o Gemini.

Em resumo, o vídeo foi elaborado de forma cativante para demonstrar o potencial da nova IA e permitir que o público compreenda seu poder.

Ao analisarmos as interações específicas mostradas no vídeo, é importante reconhecer que a percepção pode variar.

O que pode parecer uma representação exagerada para alguns, pode ser considerado uma forma criativa de apresentar as capacidades do Gemini para outros.

O marketing muitas vezes busca destacar os aspectos mais impressionantes de um produto ou serviço, e isso pode levar a uma representação que difere da experiência real.

É importante lembrar que a percepção individual pode ser influenciada por diversos fatores, como expectativas, contexto e conhecimento prévio.

A controvérsia em torno do Gemini nos lembra que o marketing é uma disciplina complexa e subjetiva.

As empresas têm o desafio de equilibrar a apresentação atraente de seus produtos ou serviços com a necessidade de transparência e integridade.

Neste ponto, o Google não mentiu: a empresa pontuou no material que a latência foi reduzida e as respostas do Gemini foram encurtadas para fins de brevidade no vídeo. 

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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