Google permitirá que os usuários guardem seus dados de localização em seus próprios dispositivos

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google está prestes a implementar uma importante mudança em relação à privacidade dos usuários. A empresa permitirá que os usuários armazenem seus próprios dados de localização em seus dispositivos, encerrando assim a prática de manter essas informações em seus servidores.

Essa medida visa oferecer aos usuários um maior controle sobre seus dados pessoais, enquanto também encerra uma prática de vigilância que permitia que a polícia e as autoridades acessassem os vastos bancos de dados de localização do Google para identificar possíveis criminosos.

Até o momento, o uso de “mandados de geofence” permitia que a polícia exigisse que o Google fornecesse informações sobre os dispositivos dos usuários que estavam presentes em uma determinada área geográfica em um determinado momento.

No entanto, críticos argumentam que esses mandados são excessivamente amplos e inconstitucionais, uma vez que frequentemente incluem informações de pessoas inocentes que estavam próximas ao local de um crime.

Ao permitir que os usuários armazenem seus dados de localização em seus dispositivos, o Google está alterando o processo. Agora, a polícia precisará obter um mandado de busca específico para acessar o dispositivo de um indivíduo, em vez de solicitar diretamente ao Google.

Embora o Google não seja a única empresa sujeita a mandados de geofence, é o maior coletor de dados de localização sensíveis e foi o primeiro a ser alvo dessas solicitações.

A decisão do Google de encerrar essa prática pode ter um impacto significativo no cenário da privacidade digital, incentivando outras empresas a adotarem medidas semelhantes para proteger os dados de localização de seus usuários.

Em um momento em que a privacidade e a segurança dos dados pessoais são preocupações cada vez mais relevantes, a mudança do Google é um passo positivo em direção à proteção dos direitos dos usuários.

Permitir que os usuários armazenem seus próprios dados de localização é uma maneira de devolver a eles um maior controle sobre suas informações pessoais e limitar o acesso não autorizado a esses dados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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