Google cria ‘Constituição do Robô’ para evitar riscos de inteligência artificial

Renê Fraga
2 min de leitura

A equipe de robótica da Google, DeepMind, desenvolveu uma “Constituição do Robô” para garantir que seus novos androides de inteligência artificial (IA) não coloquem em perigo os seres humanos.

Inspirada nas “Três Leis da Robótica” de Isaac Asimov, essa constituição consiste em um conjunto de diretrizes de segurança que instruem os modelos de linguagem extensos (LLMs) a evitar tarefas que envolvam riscos para os humanos.

Um dos avanços apresentados é o sistema de coleta de dados AutoRT, que utiliza um modelo visual de linguagem (VLM) e um LLM para ajudar os robôs a compreenderem seu ambiente, adaptarem-se a contextos desconhecidos e selecionarem tarefas apropriadas.

A Constituição do Robô atua como uma salvaguarda, evitando que os LLMs escolham atividades que possam causar danos a humanos, animais, objetos afiados ou aparelhos elétricos.

Além disso, o DeepMind incorporou recursos de segurança adicionais aos robôs. Eles foram programados para parar automaticamente se a força exercida em suas articulações ultrapassar um limite específico.

Além disso, os operadores humanos possuem um botão físico de desativação para interromper as ações dos robôs, se necessário.

Durante um período de sete meses, a Google implantou 53 robôs AutoRT em quatro prédios de escritórios diferentes para realizar mais de 77.000 testes.

Alguns robôs foram controlados remotamente por operadores humanos, enquanto outros operaram de forma autônoma ou seguindo um script.

Embora ainda estejamos longe de robôs autônomos que possam realizar tarefas complexas, como servir bebidas ou arrumar almofadas, iniciativas como a “Constituição do Robô” da Google são essenciais para garantir que a inteligência artificial seja desenvolvida com a segurança em mente, minimizando riscos potenciais.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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