Restrições da Apple no iPhone limitam a escolha de motores de navegador, diz chefe do Chrome

Renê Fraga
2 min de leitura

A vice-presidente e gerente geral do Chrome, Parisa Tabriz, expressou sua opinião sobre a abordagem da Apple em relação ao motor de navegador do iPhone, afirmando que ela limita a “escolha real”.

Isso ocorre em resposta à recente mudança anunciada pela Apple em permitir “motores de navegador alternativos” no iPhone, especificamente na Europa.

O iOS 17.4, ainda em fase beta e com previsão de lançamento estável no próximo mês, permitirá que os aplicativos do iOS, incluindo navegadores dedicados e aplicativos com recursos de navegação embutidos, utilizem motores de navegador não baseados no WebKit na União Europeia.

No entanto, o Chrome e o Microsoft Edge, há muito tempo, são obrigados a utilizar o mesmo motor de navegador que o Safari no iPhone, em vez do Blink, enquanto o Firefox não pode implementar o Gecko.

Essa restrição limita a concorrência e a diferenciação entre os navegadores da web, ao contrário do que é observado em plataformas de desktop e no Android.

A chefe do Chrome enfatizou que a Apple não está genuinamente comprometida em proporcionar escolha e liberdade de navegador no iOS.

Segundo ela, a estratégia adotada pela Apple é excessivamente restritiva e não resultará em uma verdadeira variedade de escolhas para os desenvolvedores de navegadores.

Essa opinião ecoa a declaração anterior da Mozilla, que afirmou que o Firefox seria obrigado a desenvolver e manter duas implementações separadas do navegador, devido à limitação dos motores de navegador alternativos apenas para a Europa.

Embora a Google possua recursos de engenharia para lidar com essa mudança, a empresa ainda está avaliando se trazer o Blink para o iOS é viável, considerando a abordagem da Apple restrita à Europa.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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