O que aconteceu com o MSN Messenger?

Renê Fraga
2 min de leitura

Nos anos 90, antes da era das redes sociais, o MSN Messenger reinou como um dos serviços de mensagens instantâneas mais populares.

Conectando amigos e familiares, o MSN moldou a adolescência de uma geração, com seus emoticons animados, toques irritantes e a emoção de esperar uma resposta da pessoa amada.

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A Microsoft lutou contra concorrentes como ICQ, Yahoo e AOL Instant Messenger (AIM), recorrendo a uma tática controversa: acessar o AIM por meio de um código. Essa manobra foi recebida com indignação pela AOL, levando a uma guerra de gato e rato que definiu os primeiros dias do Messenger.

Apesar dos desafios, o MSN evoluiu para uma plataforma viciante, incorporando recursos como mensagens de voz, transferência de arquivos e até mesmo bate-papo por webcam. Seu sucesso atingiu o auge em 2003, com mais de 110 milhões de usuários mensais.

No entanto, os problemas técnicos e os crescentes problemas de segurança começaram a manchar a reputação do Messenger.

Em meados dos anos 2000, a Microsoft buscou uma nova identidade para o Messenger, renomeando-o como Windows Live Messenger. Embora a mudança tenha introduzido novos recursos, os usuários resistiram às alterações e aos problemas de software persistentes.

O declínio do MSN foi acelerado pela ascensão das redes sociais, que ofereciam recursos semelhantes e uma experiência mais envolvente.

Em 2013, a Microsoft anunciou que o MSN seria descontinuado em favor do Skype. O serviço que havia conectado uma geração encerrou suas atividades em 2014, deixando um legado de inovação, nostalgia e um lembrete das mudanças constantes no cenário tecnológico.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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