Google pensa em cobrar por recursos premium de IA em sua Busca

Renê Fraga
1 min de leitura

Em uma reviravolta histórica em seus negócios de pesquisa, o Google está considerando cobrar por novos recursos “premium” alimentados por inteligência artificial generativa.

A mudança proposta marcaria a primeira vez que a empresa colocaria qualquer um de seus produtos principais atrás de um paywall, revelando sua luta contínua com uma tecnologia que ameaça seu negócio de publicidade.

O Google está analisando opções que incluem adicionar certos recursos de pesquisa alimentados por IA aos seus serviços de assinatura premium, que já oferecem acesso ao seu novo assistente Gemini AI no Gmail e Docs.

Embora o mecanismo de pesquisa tradicional do Google permaneça gratuito, os anúncios continuariam a aparecer ao lado dos resultados da pesquisa, mesmo para assinantes.

No entanto, a cobrança representaria a primeira vez que o Google, que por muitos anos ofereceu serviços gratuitos ao consumidor financiados inteiramente por publicidade, faria as pessoas pagarem por melhorias em seu principal produto de pesquisa.

O Google tem se esforçado para responder à ameaça competitiva do ChatGPT, testando um serviço de pesquisa experimental alimentado por IA que fornece respostas mais detalhadas, mas ainda não adicionou esses recursos ao seu mecanismo de pesquisa principal.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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